Polícia prende PM por suspeita de participar da morte da esposa em SP
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/CrNxP3faGuejLdsCv48La7Ux_EA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/z/pWlBVeQ0aoLbUSYY4Egw/montagem-horizontal-1200px-16-.jpg" /><br /> Mulher de PM é encontrada morta com tiro na cabeça e arma do marido sob o corpo em Embu das Artes A polícia prendeu nesta segunda-feira (7) o policial militar Vinicius Sousa Silva, de 26 anos, por suspeita de participar da morte da esposa, a técnica em radiologia Larissa Morata, de 29, em Embu das Artes, Grande São Paulo. Ele será levado para o presídio da Polícia Militar (PM) Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista. A equipe de reportagem tenta contato com a defesa dele para comentar o assunto. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil como "morte suspeita" a esclarecer, mas a hipótese de que Larissa foi assassinada ganhou força diante da versão de que ela teria se suicidado. Laudos periciais irão apontar como a mulher morreu. Na manhã de domingo (6), policiais militares foram chamados até a residência do casal e encontraram Larissa baleada com um tiro na cabeça e sem vida no banheiro. A arma de Vinícius estava sobre o corpo dela. A mulher morava com o soldado Vinicius e o filho do casal, uma criança de 2 anos. O marido disse que a esposa se suicidou após ele pedir a separação dela. A família de Larissa não acredita nessa versão e suspeita que ela tenha sido vítima de feminicídio. Mulher de PM é encontrada morta com tiro em banheiro de casa em Embu das Artes Reprodução A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão de Vinicius por encontrar inconsistências na versão que ele apresentou de suicídio. Testemunha também disseram que suspeitam que o marido estivesse interessado em herdar os bens que a esposa havia adquirido, como alguns imóveis. Segundo a polícia, além do marido de Larissa, o filho deles estava na casa, no bairro Chácaras Bartira, quando ocorreu o disparo. A irmã do agente da PM chegou a ir ao imóvel no mesmo dia, mas deixou o local momentos antes do tiro _ela também relatou aos investigadores que o irmão e a cunhada tinham "conversado" sobre se separarem. "Trata-se de ocorrência de morte suspeita, com dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio, tendo como vítima fatal Larissa da Cruz Morata", nforma trecho do registro policial. "A ocorrência foi, portanto, registrada sem autoria definida, como morte suspeita, permanecendo sob apuração a hipótese de suicídio ou eventual intervenção de terceira pessoa". A arma do PM que teria sido supostamente usada por Larissa para tirar a própria vida _na versão do marido_ foi apreendida pela polícia. Ela será periciada pela Polícia Técnico-Científica. Informações preliminares dos peritos dão conta de que o disparo que matou a mulher foi "A apuração prosseguirá mediante análise conjugada da perícia de local, exame necroscópico, exames residuográficos, exames balísticos e demais elementos de polícia judiciária produzidos, especialmente aqueles aptos a esclarecer a posição relativa da vítima e da arma, trajetória e características do disparo e eventual compatibilidade da dinâmica encontrada com disparo autoinfligido ou intervenção de terceira pessoa", informa outro parte do documento da polícia. Segundo familiares de Larissa, o casal havia se mudado para o imóvel havia menos de um mês. Os parentes da técnica disseram que ela vivia uma fase feliz e havia planejado realizar procedimentos estéticos. Para eles, ela não tiraria a própria vida. O que diz o marido PM Vinicius e Larissa eram casados. Técnica deixa um filho que teve com policial militar. Reprodução/Arquivo pessoal A equipe de reportagem não conseguiu localizar Vinicius ou seus advogados para comentarem o assunto. Em seu depoimento à polícia sobre a morte de Larissa, ele contou que "não a amava mais como esposa" e, diante disso, queria "encerrar o relacionamento". Ele falou ainda que os dois tinham uma farmácia em Taboão da Serra, também na Grande São Paulo. E que ela poderia continuar trabalhando no estabelecimento após a separação. "Larissa começou a chorar e ficou bastante abalada com a conversa", disse Vinicius. "Eu a abracei e continuei falando com ela, tentando acalmá-la". Sobre o momento que a esposa se matou, o PM disse que não viu a cena. "A conversa terminou e resolvi me deitar para dormir. Mais tarde acordei com um estrondo muito forte, que naquele momento me pareceu barulho de vidro quebrando". Larissa tinha 29 anos. Ela foi encontrada morta no banheiro da casa onde morava com o marido PM em Embu das Artes, Grande SP. Reprodução/Arquivo pessoal O policial militar contou que foi até o local do barulho. "Quando olhei para dentro do banheiro, vi Larissa caída no chão. Tentei me aproximar, mas fiquei extremamente abalado com o que vi". Em seguida, ele disse ter ligado para o telefone 190 da PM informando que a esposa havia atirado com a arma dele contra a própria cabeça. Depois relatou ter procurado os parentes de Larissa para contar o que aconteceu. A Polícia Civil começou a ouvir outras testemunhas e procura imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer o que ocorreu no imóvel antes do disparo. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias relacionadas à morte. Até a conclusão da perícia, o caso não é oficialmente tratado como suicídio nem como feminicídio _hipóteses que continuam sendo apuradas.
