Nepal sobe para 1.355 n.º de mortos e mantém cinco mil desaparecidos
<p>Operações de busca e salvamento em grande escala continuam hoje a procurar mais de 5.500 pessoas desaparecidas em ambos os lados da fronteira.</p><p>No Nepal, a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) atualizou hoje o seu número oficial de mortos para 1.341.</p><p>Este número representa uma ligeira descida em relação aos 1.344 reportados no dia anterior, uma flutuação que as autoridades atribuem à complexidade logística dos trabalhos forenses e à contagem em curso dos restos mortais recuperados dos escombros.</p><p>O número de pessoas desaparecidas no Nepal subiu para 4.996. Entre os desaparecidos, estão pelo menos 589 estrangeiros.</p><p>A identificação continua a ser o maior desafio. Até ao momento, o governo nepalês conseguiu devolver apenas 98 corpos às suas famílias.</p><p>Entretanto, na região chinesa do Tibete, também severamente afetada pelo deslizamento de terras e rochas em 26 de agosto, as autoridades mantêm inalterado o balanço mais recente, com 31 mortos e 531 pessoas ainda desaparecidas.</p><p>Apesar do tempo decorrido desde o desastre, as esperanças na zona mais afetada foram reacendidas nos últimos dias após a descoberta de quatro pessoas com vida.</p><p>O ministro da Energia do Nepal reiterou hoje que os esforços de resgate continuam incansavelmente para encontrar mais sobreviventes, 11 dias após a inundação que devastou o norte do país.</p><p>No sábado, as equipas resgataram Chandrika Shrestha, uma mulher de 64 anos que sobreviveu 11 dias soterrada sob uma espessa camada de lama na sua casa, no mercado de Betrawat(Nuwakot).</p><p>Horas antes, um cidadão chinês foi resgatado com vida depois de ter passado onze dias preso num túnel da central hidroelétrica de Upper Trishuli-1 (Rasuwa).</p><p>Estas duas operações bem-sucedidas seguem-se o resgate, na sexta-feira, de outros dois trabalhadores que passaram dez dias soterrados num túnel da central 3A de Trishuli, nas proximidades.</p><p>O Governo nepalês mantém um destacamento sem precedentes, com 21.465 militares de diversas forças de segurança (Exército, Polícia e Forças Armadas) a atuar no terreno. Estes esforços permitiram-lhes auxiliar e resgatar 13.104 pessoas até à data.</p><p>De acordo com o último relatório oficial, 6.075 feridos receberam cuidados médicos, enquanto 3.652 deslocados permanecem alojados em 39 centros de acolhimento temporário distribuídos por distritos duramente atingidos, como Rasuwa, Nuwakot e Dhading.</p>
