O que defenderam os candidatos ao Senado pelo Paraná em entrevistas à RPC
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/XRUihUsxkBo6yNy2bdkYKpoQnq8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Y/A/x6keS9Sc2qpP3EEIBLAg/design-sem-nome-14-.jpg" /><br /> Candidatos ao Senado pelo Paraná em 2026. Reprodução A RPC, afiliada da TV Globo, ouviu ao longo desta semana os nove candidatos ao Senado pelo Paraná. As entrevistas foram exibidas no telejornal Meio-Dia Paraná. Os cinco primeiros candidatos no cenário estimulado da última pesquisa Quaest participaram de sabatinas ao vivo de 30 minutos. Neste sábado (5), foram exibidas entrevistas com os outros quatro candidatos na disputa. A ordem das sabatinas foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. A rodada teve início na segunda-feira (31) com Alexandre Curi (Republicanos), seguido de Gleisi (PT ), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml (PSD). Neste sábado, Dr. Rosinha (PT), Joaquim do MLB (Unidade Popular), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO) também puderam apresentar suas principais propostas aos eleitores paranaenses. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Veja abaixo o que defenderam os candidatos, por ordem alfabética: Alexandre Curi (Republicanos) Eleições 2026: Alexandre Curi (Republicanos) é entrevistado pela RPC O candidato Alexandre Curi, do Republicanos, afirmou durante a sabatina que é a favor do fim da escala 6x1, se houver uma compensação tributária para micro e pequenos empresários: "Eu defendo os trabalhadores, defendo a redução da jornada de trabalho. Acabei de dizer: 30% dos brasileiros estão no nível de estresse altíssimo e esse convívio com a família é importante, mas não podemos, meses depois, gerar uma onda de demissão e é o que vai acontecer [...] Se não houver uma compensação tributária nos impostos. Vai ter que demitir um funcionário a mais, então tem que ter muita responsabilidade nesse debate." Cristina Graeml (PSD) Meio-Dia Paraná entrevista Cristina Graeml (PSD) A candidata Cristina Graeml, do PSD, afirmou que pretende lutar pelo fim do Fundo Eleitoral, caso seja eleita. Ela defendeu que os candidatos possam receber doações de eleitores e empresários. O posicionamento foi reiterado após questionamento sobre os R$ 3,5 milhões que a candidata recebeu do fundo para a campanha deste ano. Nas eleições de 2024, quando concorreu à Prefeitura de Curitiba, ela havia declarado ser contra o uso de recursos públicos em campanhas: "Hoje eu estou disputando uma campanha para Senado e eu preciso estar no interior do estado. Tem custo para ir para o interior do estado e eu não tenho quem banque isso se não for pelas regras atuais. Todos os candidatos estão usando. A gente quer mudar a regra. A gente precisa seguir a regra atual, participar do jogo, se eleger, ir lá e propor a mudança. Contem comigo para acabar com o fundo eleitoral". Deltan Dallagnol (Novo) Meio-Dia Paraná entrevista Deltan Dallagnol (NOVO) O candidato Deltan Dallagnol, do Novo, afirmou que está elegível nas eleições deste ano, mesmo com o registro da candidatura ainda pendente de análise definitiva pela Justiça Eleitoral. Em 2023, quando foi eleito deputado federal, Deltan teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela Lei da Ficha Limpa: "Eu estou aqui porque a lei assim determina, porque a lei tem que valer no Brasil. Quando eu olho para a Constituição, olho para a lei, eu estou sim elegível. A questão que levantaram lá atrás para indeferir o meu registro de candidatura em 2023 não se sustenta mais." Dr. Rosinha (PT) Meio-Dia Paraná entrevista Dr. Rosinha (PT) O candidato Dr. Rosinha, do PT , defendeu a aprovação de uma Lei da Misoginia, equiparando a discriminação contra mulheres ao crime de racismo: " Isso é extremamente importante. Como fazer o enfrentamento à violência doméstica e o feminicídio. Lutarei contra a homofobia, contra o machismo e contra o racismo. Também é importante falar de segurança pública. Está tramitando no Senado uma PEC que faz com que o sistema de segurança pública seja único, como é o SUS, e criando o Ministério da Segurança Pública." Filipe Barros (PL) Meio-Dia Paraná entrevista Filipe Barros (PL) O candidato Filipe Barros, do PL, afirmou que defende o aumento das penas para condenados por feminicídio e o cumprimento das sentenças em presídios de segurança máxima: "Defendo dois pontos. Primeiro, a prevenção e fortalecimento da família, a conscientização por meio da educação e das escolas. Segundo ponto é de aumentar a pena para quem comete feminicídio. É é inadmissível um homem praticar um crime contra uma mulher e, aqui no Paraná, quem cometer vai para presídio de segurança máxima". Gleisi (PT) Meio-Dia Paraná entrevista Gleisi Hoffmann (PT) A candidata Gleisi Hoffmann, do PT, afirmou que é favorável à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quando houver irregularidades que justifiquem a medida: "Eu não vejo problema nenhum em fazer o impeachment e o julgamento de ministro do Supremo. Até porque isso é função do Senado. Está no nosso regimento interno que é função do Senado julgar e processar ministros do Supremo, dos tribunais superiores e o presidente da República. Então, tendo um processo instaurado, eu tenho clareza e tranquilidade para sentar, discutir e julgar. Para mim, isso não é nenhum problema, nenhum tabu. Se tiver crime, tem que ter". Joaquim do MLB (Unidade Popular) Meio-Dia Paraná entrevista Joaquim do MLB (UP) O candidato Joaquim do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), do partido Unidade Popular, disse que defende uma política de "despejo zero" para pessoas que ocupem imóveis desocupados há muito tempo: "Não tem motivo de usar a força policial e vir com violência para fazer uma desocupação. A gente é capaz de dialogar também conversar e achar formas diferentes, sem turbulência, sem violência." Karen Guerreiro (Missão) Meio-Dia Paraná entrevista Karen Guerreiro (MISSÃO) A candidata Karen Guerreiro, do Missão, disse que pretende levar mais médicos especialistas para cidades do interior do estado: "Levar também saúde e especialistas para o interior. Eu vim de uma cidade do interior, onde as pessoas têm que viajar 10 km para consultar com especialista comum. Isso não pode acontecer, aumenta o fluxo nas estradas. Acidente o risco é enorme. Então nós precisamos levar. Nós precisamos levar mais desenvolvimento para o interior". Marcelo Marcelino (PCO) Meio-Dia Paraná entrevista Marcelo Marcelino (PCO) O candidato Marcelo Marcelino, do PCO, defendeu reestatizar empresas públicas que tenham sido privatizadas no estado: "No caso do exemplo da Copel, questão da Sanepar, que está quase privatizada por completo. Ainda não. Nós temos que trazer a Sanepar para nós de novo, para o povo brasileiro. Petrobras, o Banco do Brasil, que são companhias de economia mista, tem que ser voltada para o Estado completamente 100 para o Estado brasileiro. Questão da auditoria cidadã da dívida pública para não pagamento mais dos juros exorbitantes a banqueiras, rentistas nacionais e estrangeiros tem que ser uma pauta urgente e necessária para o desenvolvimento do povo brasileiro e dessa nação que precisa de crescimento e desenvolvimento econômico e social." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná
