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Sem novos hits, Ne-Yo varia pouco no seu 2º Rock in Rio seguido, mas ainda sabe fazer show funcionar

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/nEziMHKSmO1lX1DrEKx3MiLEQlI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/2/V/3VePjXRd2zoBwBXjDyGA/ne-yo.png" /><br /> Ne-Yo canta 'So Sick' no Palco Sunset do Rock in Rio O que faz um artista que vem várias vezes ao Brasil em pouco tempo, mas não tem novos sucessos há 15, quase 20 anos? Varia aqui e ali, inverte a ordem de algumas músicas, pensa em novas piadas, claro – mas não tem muito como reinventar a roda. HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 3º dia Famosos curtem 3º dia; veja imagens Esse foi o desafio de Ne-Yo, que esteve entre as atrações principais do The Town 2023, do Rock in Rio 2024 e, neste domingo (6), tocou no Rock in Rio 2026 (fora outras vindas fora de festivais). A essa altura, quase todo mundo conhece os truques que o músico tem na manga. Como abrir com “Closer” e seguir para “Because of You”, o que ele fez em todos os Rock in Rio e The Town; ou reservar um momento para “Irreplaceable” e “Take a Bow”, faixas que ele compôs para Beyoncé e Rihanna. Para não dizer que ele não tentou inovar, Ne-Yo até desceu do palco e trocou o chapéu “aba anônima” pelo de cowboy. E aventurou a tocar novas como “Ms Tundra” e “Up Out Gone”, do disco meio country “Highway 79” (2026). Mas o show engatou mesmo em “So Sick”, “Miss Independent”, “Mad” e outros tantos sucessos. Esses nunca ficaram de fora nas últimas vindas e, mesmo assim, foram cantados aos gritos nesta noite. Afinal, Ne-Yo já foi um hitmaker de mão cheia. Tanto, na verdade, que é difícil precisar o que aconteceu no meio do caminho. Ne-Yo Reprodução/Globoplay Após a virada dos anos 2010, ele não vingou muito, fosse por escolhas estéticas que ficaram desatualizadas, por excesso de trabalho (virou até executivo na gravadora Motown) ou por se desencontrar musicalmente, à medida que o R&B romântico dos anos 2000 perdeu espaço. Nada disso impede que o cantor ainda saiba seu caminho no palco. Para os parâmetros clássicos, é um artista completo: canta bem, dança bem e tem presença de palco. Tudo isso garantiu que ele voltasse no seu segundo Rock in Rio seguido. Dos ingressos esgotados desta noite, poucos devem ter vindo só pelo astro do R&B, já que não faltaram oportunidades recentes de vê-lo. Mas o Palco Sunset lotado não esconde que, uma vez aqui, tudo mundo foi dar uma conferida. A nostalgia foi mesmo a norma da noite, e Ne-Yo seguiu a cartilha. Fechou com um compilado “festeiro” de suas composições pop EDM: “Play Hard”, “Time of Our Lives”, “Give Me Everything”. No fim, o artista não tem tantas novidades, mas sabe vender o que tem e, pelo visto, isso tem bastado. Até o Rock in Rio 2028, Ne-Yo. Arte/g1 Rock in Rio 2026: Veja vídeos do terceiro dia de festival

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