Urnas abrem na Alemanha em eleição estadual que pode dar vitória histórica à extrema direita
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/xrVfka3KSKesTs2JQkqhx7ls5Eg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/n/I/KMvQimThSr3ex5Nx0mcg/2026-09-06t061600z-1723417094-rc2idna14i9o-rtrmadp-3-germany-election-saxony-anhalt.jpg" /><br /> Eleitor deposita voto em uma urna durante a eleição estadual da Saxônia-Anhalt, em Tangermünde, na Alemanha, neste domingo (6). Fabrizio Bensch/Reuters As urnas abriram neste domingo (6) na Saxônia-Anhalt, estado do leste da Alemanha, em uma eleição regional que pode dar à extrema direita uma vitória inédita no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Cerca de 1,7 milhão de eleitores estão aptos a escolher os integrantes do novo Parlamento estadual. A votação termina às 18h no horário local, 13h em Brasília. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) chega ao dia da votação com ampla vantagem nas pesquisas. Levantamentos recentes colocam a legenda na faixa dos 40%, bem à frente da União Democrata-Cristã (CDU). O principal candidato da AfD é Ulrich Siegmund, de 35 anos. A CDU, por sua vez, tenta manter o governo estadual com Sven Schulze, atual chefe do Executivo da Saxônia-Anhalt. Agora no g1 Uma vitória da AfD, porém, não significa necessariamente que o partido assumirá o governo. Para governar sozinho, a legenda precisa conquistar maioria absoluta das cadeiras do Parlamento estadual. Os principais partidos alemães mantêm uma política de não formar coalizões com a AfD. Esse cálculo depende também do desempenho das legendas menores. Na Alemanha, partidos que não alcançam 5% dos votos ficam fora do Parlamento, o que redistribui as cadeiras entre as siglas que ultrapassam essa barreira. Se várias delas ficarem abaixo desse limite, a AfD pode conseguir maioria mesmo sem receber mais de 50% dos votos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Caso a AfD não consiga maioria absoluta, a tendência é de negociações para tentar formar outro governo liderado pela CDU. Esse processo pode levar semanas e dependerá de quais partidos conseguirem representação no Parlamento estadual. A eleição também é vista como um teste para o governo federal de Friedrich Merz. O chanceler adotou posições mais duras sobre imigração e segurança numa tentativa de conter o crescimento da AfD, mas o partido de extrema direita continua avançando nas pesquisas. Uma vitória expressiva da legenda aumentaria a pressão política sobre Merz. A AfD da Saxônia-Anhalt é classificada pelo serviço de inteligência estadual como uma organização de extrema direita. O partido rejeita essa classificação. Mesmo sendo uma disputa estadual, o resultado é acompanhado de perto em toda a Alemanha porque pode mostrar até onde vai o crescimento eleitoral da AfD e influenciar a estratégia dos partidos tradicionais antes das próximas eleições federais, previstas para 2029. O principal candidato da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), Ulrich Siegmund, participa do último comício do partido antes da eleição estadual da Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, na Alemanha, neste sábado (5). Fabrizio Bensch/Reuters LEIA TAMBÉM: Quem é Alejandro Betancourt, o polêmico bilionário por trás do acordo de petróleo entre EUA e Venezuela Em Gana, caixões personalizados contam a história de quem morreu Dívida dos EUA passa de R$ 200 trilhões. Por que Trump não consegue frear a alta?
