Pesquisadores voltam a monitorar tubarões no litoral pernambucano; trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/4OhQHcrFuEImbINw3rpjV-KPfWk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/X/t/nyWKRiT6y8IL6TB6LoEQ/globo-canal-4-20260905-2000-frame-122724.jpeg" /><br /> Pesquisadores retomaram o monitoramento científico de tubarões no litoral de Pernambuco. Só em 2026, foram três ataques na região. Onze anos depois da última expedição, a equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco voltou ao mar. O trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Desde 1992, o estado registrou 84 incidentes e 27 mortes. A maior parte dos casos envolve tubarões-tigre e cabeça-chata. Agora, o grupo quer entender melhor a presença desses animais perto da costa e reduzir o risco de novos ataques. “A gente busca saber exatamente a utilização do espaço do mar por parte desses animais, uma vez que os animais vão ser capturados, marcados, vão ter equipamentos dentro da água que vão conseguir detectar a movimentação desses animais, para que, dessa forma, o banho de mar se torne mais seguro”, explica Paulo Oliveira, coordenador do Projeto Ecotuba. Pesquisadores voltam a monitorar tubarões no litoral pernambucano; trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos Jornal Nacional/ Reprodução Até o fim de 2026, a equipe pretende fazer cerca de cem expedições e instalar transmissores acústicos, uma espécie de rastreador, em 50 tubarões. A busca começou perto da Praia del Chifre, em Olinda, área com histórico de incidentes. São três horas e dez minutos de expedição, e os pesquisadores decidiram lançar o espinhel novamente. Desta vez, em outro ponto do litoral. "Estamos a, mais ou menos, 5 km de distância do Porto do Recife. Vamos ver se, dessa vez, eles têm mais sorte. Nada de captura. Mesmo assim, o balanço foi positivo. A primeira saída serviu para testar a embarcação e treinar a equipe”, conta a repórter Beatriz Castro. Uma aula e tanto para o Robert Smith, estudante de Engenharia de Pesca: “Em todo o Brasil não se tem a quantidade de casos que tem aqui. Então, a gente assume essa linha de frente e busca essas respostas o mais rápido possível”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Com orçamento menor, PE volta a monitorar tubarões com microchips após 11 anos
