MGK enfrenta apatia e hostilidade da plateia com pop punk emotivo e sem graça em sua estreia no Rio
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/8xjaVrFq7FOYTOPVDR1LxhK4y9I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/J/ncT1B7QB66V3ctn8Sdsg/captura-de-tela-2026-09-05-190212.png" /><br /> MGK se apresenta no Rock in Rio 2026 Reprodução/Globoplay MGK, rapper e cantor americano antes chamado de Machine Gun Kelly, estreou no Rio neste sábado (5) resumindo em uma hora sua carreira que começou no rap, mas foi pendendo para o emo e para o pop punk. HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 2º dia Famosos curtem 2º dia; veja imagens Mesmo tentando apostar nas músicas mais pesadas de seu repertório, Colson Baker, nome real do artista de 36 anos, enfrentou uma plateia dividida. No começo, interrompeu o show para acalmar parte do público que o hostilizava. Fãs de Avenged Sevenfold não morrem de amores por MGK, ao que parece. Meio nervoso, disse que era um cara de Ohio vivendo seu sonho e estava ali para cantar para seus fãs. “Existem dois tipos de música: boa e ruim”, explicou, sem deixar claro a qual das duas se dedicava. “FIX UR FACE”, lançada no ano passado, abriu os trabalhos e mostrou que o pop rock de rádio do final dos anos 90 também ecoa no repertório. Tem algo de Limp Bizkit, com direito a participação do vocalista Fred Durst na versão de estúdio. MGK deixou de lado seu maior sucesso, “Bad Things”, com Camila Cabello. É mais uma baseada em música de banda pop rock de rádio: “Out of my head", do trio texano Fastball, neste caso. A nova fase apresentada no Rock in Rio trouxe ainda uma mudança de nome artístico. Ele já havia contado que “Machine Gun Kelly” era um personagem inspirado em um gângster dos anos 1930 e que busca uma identidade diferente, mais pacífica. A estreia no Brasil havia sido no Lollapalooza 2022. A performance veio em câmera lenta e dispersou parte considerável da plateia. Antes, chegou a dizer que não queria um som perfeito: buscava um reflexo do que era naquele momento. Por fim, acrescentou que um dia ficaria velho e não faria mais aquilo. Mas ele segue fazendo. Canta em um microfone sustentado por um pedestal no formato de um cigarro, dança como se estivesse em uma boyband no solo de “Vampire Diaries” e choraminga sobre a vida entre um pop rock triste e outro. Há momentos acima da média como a performance sóbria de “My ex’s best friend”, a última da noite. Em um festival dominado por emos, faria sentido, mas em uma noite de Rock in Rio voltada ao rock pesado, não funcionou. Arte/g1
