EUA fazem teste de polígrafo nas Forças Armadas após vazamentos para imprensa, diz jornal
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/udusc0bUFVPVkY67BROasdJBM20=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/w/E4Oo03QxiNFHhBRzoF0Q/2026-04-16t122342z-2124333227-rc2cqkaydblu-rtrmadp-3-iran-crisis-usa.jpg" /><br /> EUA pausam ataques ao Irã por falta de mísseis, diz jornal Cerca de 50 integrantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos foram submetidos a testes de polígrafo durante uma investigação sobre vazamentos de informações para jornalistas, revelou o jornal The New York Times nesta sexta-feira (4). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a reportagem, militares e funcionários civis foram questionados sobre o possível repasse de informações classificadas à imprensa. Os investigadores também perguntaram se eles haviam divulgado dados sobre a baixa nos estoques de munições dos Estados Unidos. Segundo o NYT, os testes foram feitos em agosto, após uma série de reportagens revelar que a guerra contra o Irã havia provocado uma redução nos estoques de armamentos. A baixa foi registrada em sistemas considerados importantes, incluindo mísseis de longo alcance e interceptadores de defesa. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que a investigação busca identificar quem teria fornecido aos jornalistas informações consideradas sigilosas sobre a situação dos estoques de munições. O New York Times informou que os testes representam uma medida incomum dentro do Pentágono. De acordo com o jornal, o Estado-Maior Conjunto dos EUA reúne entre 1.500 e 2 mil militares e funcionários civis. Procurado pelo jornal, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o Departamento de Defesa não comenta questões internas relacionadas a funcionários ou investigações. Baixa nas armas O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa durante uma reunião informativa sobre a guerra com o Irã, no Pentágono REUTERS/Nathan Howard Os Estados Unidos usaram uma parcela significativa de mísseis empregados em operações de ataque e defesa, de acordo com informações obtidas pela agência Reuters e um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) publicados em agosto. A redução nos estoques levantou preocupações sobre a capacidade de resposta do país em possíveis conflitos futuros. Segundo a Reuters, os EUA utilizaram "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã. Os mísseis escassos são, principalmente, armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS) e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM). Dados do CSIS indicam ainda que os EUA utilizaram grande parte do estoque de mísseis Patriot e THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), usados para interceptar ataques. As Forças Armadas também teriam usado um terço do estoque de mísseis Tomahawk, um dos principais armamentos de ataque dos EUA. Segundo o jornal The Washington Post, a baixa nos estoques irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cobrou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, pelos números. Fontes disseram ao jornal que o presidente teria se sentido enganado ao conhecer a situação real dos estoques. Em entrevista ao g1 em agosto, Paulo Roberto da Silva Gomes Filho, mestre em Ciências Militares explicou que a redução pode representar um problema para os Estados Unidos, principalmente em relação aos mísseis interceptadores, responsáveis por repelir ataques. "Essa é uma capacidade fundamental, porque esses mísseis são os únicos capazes de interceptar mísseis balísticos; por isso, trata-se de uma vulnerabilidade bastante grande", disse. "Qualquer país que tenha mísseis balísticos, como China, Rússia, Coreia do Norte ou Irã, apresentaria uma ameaça aos Estados Unidos no caso de uma carência de armamentos dessa natureza." Estoques de mísseis dos EUA Bruna Azevedo/Arte g1 VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
