Em meio à crise sem precedentes no Supremo, Fachin fala em dar resposta firme e proporcional
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/vGI9wTTdgoOv_t0DybwD7Znt80M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/r/N/UwXItgRAGppb8Gai5Ytw/globo-canal-4-20260904-2000-frame-109793.jpeg" /><br /> Em meio a uma crise histórica no STF - Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte defendeu nesta sexta-feira (4) o fim do inquérito das fake news. Esse caso está aberto há sete anos, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Nesta sexta-feira (4) também, Luiz Edson Fachin decidiu que o pedido de Alexandre de Moraes contra André Mendonça vai tramitar em uma investigação separada. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O presidente do STF retirou do inquérito das fake news o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça. Este inquérito foi aberto em 2019 pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli. O objetivo era apurar ataques ao STF e a seus integrantes, e desde o início o relator é o ministro Alexandre de Moraes. Nesses sete anos, o inquérito veio sendo prorrogado sucessivamente e teve seu objetivo muito ampliado, o que levou a ser alvo de críticas de vários juristas. Nesta sexta-feira (4), Fachin deu cinco dias úteis para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado. A PGR também terá que avaliar a regularidade do material produzido pela PF. Depois da resposta, o ministro André Mendonça também terá cinco dias, caso queira se manifestar. Na quinta-feira (3), Fachin já tinha aberto na presidência do Supremo procedimento destinado a esclarecer a divulgação das mensagens de Daniel Vorcaro enviadas a Alexandre de Moraes, durante a crise do banco Master, e as atuações da Polícia Federal e da PGR. Nesse caso, os ministros Mendonça e Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também têm cinco dias para se manifestarem. Com as duas decisões, Fachin trouxe para a presidência da Corte a condução institucional da crise. Na quinta-feira (3), ao pedir a investigação de André Mendonça, Moraes usou relatórios da Polícia Federal que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria direcionado investigações por motivos pessoais e políticos e cometido crimes como abuso de autoridade e quebra de imparcialidade como juiz. Em meio à crise sem precedentes no Supremo, Fachin fala em dar resposta firme e proporcional Jornal Nacional/ Reprodução Mas, em um dos documentos apresentados por Alexandre de Moraes, a Polícia Federal afirma que “o relatório de inteligência que embasou a manifestação tem difusão restrita, sem caráter decisório e sem valor probatório", e que "não apura conduta, não imputa infração penal, disciplinar ou funcional a magistrado, a membro do Ministério Público ou a autoridade policial, não veicula juízo sobre a validade de decisões judiciais e não substitui a via processual própria de impugnação”. Em uma rede social, o ministro Flávio Dino se manifestou sobre a crise. Sem citar Moraes ou Mendonça, disse que: “O STF é maior do que qualquer um que o integra. Por isso, a lealdade institucional exige enfrentar os problemas reais, com o devido processo legal e no tempo certo”. Mais tarde, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente do STF falou publicamente sobre a crise. Diante do presidente da República e de representantes dos Três Poderes, Edson Fachin afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição: “Peço licença, senhor presidente, para uma breve declaração sobre o momento vivenciado pelo Supremo Tribunal Federal. Os fatos estão sendo apurados. Essa presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Faremos o que é certo no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direito democrático”. Fachin se equilibrou entre duas mensagens: não vai antecipar conclusões nem deixar a crise sem resposta: “A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”. Fachin citou as mudanças que vem defendendo para a Corte: “Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Gilmar Mendes defende que delegados da PF sejam impedidos de trabalhar para ministros do STF Moraes pede que Mendonça seja investigado e cita 'fortes indícios' de abuso de autoridade e crime de responsabilidade no caso Master 'Crise Master' no STF: Fachin diz que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que resposta a fatos 'graves' será 'firme' Fachin promete fim do inquérito das fake news, aberto no STF há 7 anos sob relatoria de Moraes
