Tecnologia e saúde se unem em eletrocardiograma de baixo custo no UNIFEB
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/WLJamvEgA1wUS33gHC5Btd_teks=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/Q/AHn0omTr2pq0tueUmOag/imagem-1.png" /><br /> Tecnologia e saúde se unem em eletrocardiograma de baixo custo no UNIFEB Crédito: Divulgação Unifeb A integração entre tecnologia e saúde está na base de um projeto desenvolvido no UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos), que busca avaliar a viabilidade técnica de um Sistema de Eletrocardiograma (ECG) de baixo custo. A iniciativa é conduzida pelo aluno Thiago Zaneti dos Santos, do curso de Sistemas de Informação, atualmente no segundo ano da graduação. O projeto tem como proposta desenvolver um protótipo capaz de realizar a aquisição e a digitalização de sinais eletrocardiográficos, buscando uma alternativa mais acessível e que possa servir de base para futuras aplicações e pesquisas na área. Atualmente, o trabalho está em fase de desenvolvimento e validação técnica. Os testes são realizados inicialmente em ambiente laboratorial e avaliam características como qualidade do sinal adquirido, nível de ruído, relação sinal-ruído e estabilidade do sistema. “Nesta etapa, o objetivo não é desenvolver um equipamento pronto para utilização clínica, mas validar a tecnologia, compreender suas capacidades e identificar suas limitações”, explica Thiago. Além do aluno, a pesquisa conta com uma equipe de orientação multidisciplinar. Gabriel Victorio Ditomaso, pós-graduando em Desenvolvimento Mobile e em Internet das Coisas (IoT) no Instituto Federal de Catanduva, participa como coorientador. Também atua como coorientador Willians Bueno, professor e coordenador do curso de Sistemas de Informação do UNIFEB, contribuindo principalmente com conhecimentos relacionados à computação e ao desenvolvimento tecnológico. Já a coordenação e orientação do projeto são realizadas por Mateus Frederico de Paula, professor do curso de Farmácia do UNIFEB, que contribui especialmente com conhecimentos relacionados à área da saúde e à aplicação do sistema no contexto da eletrocardiografia. De acordo com Thiago, a ideia surgiu a partir da necessidade de gerar e adquirir dados de sinais biológicos de maneira independente, criando uma base que permitisse não apenas a coleta, mas também o estudo e processamento dessas informações. “A partir dessa necessidade, o eletrocardiograma se mostrou uma aplicação interessante por envolver diferentes áreas do conhecimento e permitir a integração entre hardware, software e análise de dados. Dessa forma, surgiu a proposta de desenvolver uma plataforma própria para aquisição de sinais eletrocardiográficos e investigar, de maneira experimental, a viabilidade de construir esse sistema utilizando uma arquitetura de menor custo”, afirma. O desenvolvimento envolve conhecimentos de eletrônica, sistemas embarcados, programação, desenvolvimento de placas de circuito impresso, comunicação entre dispositivos, aquisição de dados e processamento digital de sinais. Além da parte tecnológica, a pesquisa também contempla metodologia científica, pesquisa bibliográfica, análise de dados e instrumentação biomédica. “Essa integração entre diferentes áreas é um dos aspectos mais importantes do trabalho, pois permite aplicar conhecimentos da computação em conjunto com conceitos de eletrônica e saúde dentro de uma pesquisa experimental”, destaca o estudante. Embora o foco atual esteja no desenvolvimento científico e na validação técnica do protótipo, existe interesse em avaliar futuramente a possibilidade de transformar a pesquisa em uma solução tecnológica. “Caso os resultados demonstrem a viabilidade da solução, existe potencial para dar continuidade ao projeto por meio de programas de inovação, incubação e desenvolvimento tecnológico. Uma eventual transformação da pesquisa em produto exigiria novas etapas de desenvolvimento, aprimoramento, validação, segurança e adequação às exigências aplicáveis a dispositivos médicos”, explica Thiago. Segundo ele, a possibilidade de levar a tecnologia além do ambiente acadêmico existe, mas depende da consolidação das etapas atuais. “Entendemos que o primeiro passo é construir uma base científica e tecnológica sólida que permita avaliar até onde a solução pode evoluir”, finaliza.
