Hospital Ouro Verde suspende cirurgias de catarata após problema em central de esterilização
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/t1FBMzeufcTb9Isc1YR-lulhUIU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/5/E/vdsNSpQRiAUwkKjyfWBQ/030723-hospital-ouro-verde-fachada-e-obras-foto-carlos-bassan-7-.jpg" /><br /> Fachada do Hospital Ouro Verde, em Campinas Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas As cirurgias de catarata do Hospital Ouro Verde foram suspensas temporariamente após a Vigilância Sanitária interditar a Central de Material e Esterilização (CME) da unidade. O hospital realiza 50 procedimentos desse tipo por semana. A interdição consta no Diário Oficial desta sexta-feira (4). Segundo a publicação, uma análise apontou quantidade de bactérias heterotróficas acima do limite na água purificada usada no último enxágue de materiais hospitalares. A Rede Mário Gatti informou que a suspensão é preventiva e deve durar até a adequação do sistema de osmose e a liberação de um novo laudo. As demais cirurgias continuam sendo realizadas normalmente, segundo a rede. A previsão é que os reparos sejam concluídos em 20 dias. Depois disso, as cirurgias de catarata devem ser retomadas. A inspeção no Hospital Ouro Verde ocorreu na terça-feira (1º), e a interdição foi determinada na quarta (2). Além do problema no sistema de água, outros reparos estão sendo feitos na CME. Por isso, há uma semana os materiais do Ouro Verde são processados na Central de Material e Esterilização do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. A instituição tem 10 dias para recorrer da penalidade. Em nota, a Rede Mário Gatti informou que a interdição se restringe à CME do hospital e reforçou o "compromisso com a qualidade do atendimento e das instalações oferecidas aos pacientes". Agora no g1 Outro equipamento da rede foi interditado em julho Outro equipamento de esterilização da Rede Mário Gatti já havia sido interditado pela Vigilância Sanitária em julho. Na época, a medida atingiu uma termodesinfectora da Central de Material e Esterilização da Unidade Pediátrica Mário Gattinho. Uma análise também encontrou bactérias heterotróficas acima do limite na água usada no equipamento. O laudo foi divulgado em 1º de julho. A Rede Mário Gatti informou, à época, que os atendimentos não foram afetados. Os materiais passaram a ser processados temporariamente na CME do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Segundo a Vigilância Sanitária, não foram registrados casos de infecção ou outros eventos adversos relacionados à situação. A Prefeitura informou na ocasião que os reparos levariam cerca de 20 dias. O que são bactérias heterotróficas? As bactérias heterotróficas são microrganismos que não conseguem produzir o próprio alimento e representam a maioria das bactérias encontradas no meio ambiente. Segundo a médica infectologista Ana Rachel de Seni Rodrigues, elas incluem desde aquelas que fazem a decomposição da matéria orgânica até as capazes de provocar doenças no ser humano, como estafilococos, estreptococos e pseudomonas. Uma contagem acima do limite, no entanto, não significa necessariamente que a água esteja contaminada por microrganismos capazes de causar doenças. “Na verdade, as bactérias heterotróficas funcionam principalmente como indicador da qualidade global da água. Quando o número dela sobe além do limite, alguma barreira de proteção da água falhou”, explica Rodrigues. Segundo a especialista, a alteração pode estar relacionada, por exemplo, à quantidade insuficiente de cloro, ao acúmulo de sujeira nos canos de distribuição ou a problemas no reservatório. “Não se pode afirmar categoricamente que os materiais anteriores que vinham sendo reprocessados nessa máquina estavam contaminados a partir de uma única amostra de água fora dos parâmetros recomendados pela legislação”, ressalta a infectologista. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
