Governo quer transformar laços com Brasil e Portugal em investimento e emprego
<p>Segundo o ministro, Cabo Verde, apesar do seu pequeno mercado interno, ocupa uma posição estratégica entre África, Europa e as Américas e pode servir de porta de entrada para mercados africanos mais amplos.</p><p>“É nosso dever, nesta geração, transformar esta afinidade secular naquilo que ela ainda não é plenamente: um espaço robusto de investimento, de empresas, de conhecimento partilhado, de tecnologia e de emprego. O direito e as instituições que os nossos três países partilham na sua matriz não são apenas heranças simbólicas, são infraestruturas e mercado. São, no sentido mais literal, factores redutores do custo do negócio entre os nossos países”, afirma.</p><p>O governante destaca oportunidades em áreas como água, agricultura, energias renováveis, economia azul e digital, turismo, indústria, transportes, logística, formação e inovação.</p><p>O ministro defende que os investimentos devem trazer capital, tecnologia e conhecimento, mas sobretudo gerar emprego, fortalecer as empresas e criar riqueza no país.</p><p>“Queremos empresas que venham investir, queremos parceiros que tragam conhecimento e tecnologia. Queremos capital que gere riqueza e queremos, acima de tudo, que essa riqueza se traduza em empresas mais fortes, em melhores empregos e mais horizonte para os nossos jovens, que são a razão de ser de todo esse esforço. Porque o investimento só se justifica plenamente quando se converte em desenvolvimento e o desenvolvimento só tem sentido verdadeiro quando melhora de forma tangível a vida das pessoas”, defende.</p><p>O presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Garantia do Investimento Privado segue na mesma linha.</p><p>João Fidalgo afirma que Cabo Verde deve ser visto não apenas como um pequeno mercado consumidor, mas como uma plataforma para a África Ocidental.</p><p>“África não precisa apenas de capital. Precisa de capital acompanhado de tecnologia, conhecimento e capacidade empresarial. O desafio é transformar os recursos naturais em cadeias de valor, indústria, emprego e riqueza dentro do continente. Cabo Verde pode participar nessa transformação através da economia azul, das energias renováveis, dos serviços, da logística e da conectividade. Vejo aqui uma oportunidade extraordinária”, afirma. </p><p>O responsável defende uma maior ligação entre agricultura, indústria, logística, transporte e financiamento, de forma a criar cadeias de valor e aumentar a capacidade de produção e exportação.</p><p>O Fórum Empresarial Brasil-Cabo Verde-Portugal reúne, na Praia, empresários e investidores dos três países. O objetivo é criar novas parcerias e identificar oportunidades de investimento em Cabo Verde.</p>
