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Ulisses acusa Governo de retirar viatura dos seus seguranças sem aviso

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<p>Declaração feita através de uma publicação na sua página do Facebook.</p><p>“Por ordens superiores emitidas ao corpo de Segurança que me acompanha (alternadamente um em cada dois dias), o Governo retirou a viatura que lhes estava afecta e dedicada a fazer o trabalho de protecção”, escreveu Ulisses Correia e Silva.</p><p>Ulisses Correia e Silva aponta que o processo se iniciou há algumas semanas, com ataques virulentos contra a sua pessoa nas redes sociais por parte de alegadas milícias digitais e numa "coreografia já conhecida" e que a Secretária Geral do Governo, através de comentários nas redes sociais enviou recados insinuando que o mesmo deveria entregar a viatura como se a mesma tivesse sido sequestrada.</p><p>Neste sentido, o ex-Primeiro-ministro esclarece que a viatura do Estado foi afectada aos seguranças que o acompanham para fazerem o trabalho de protecção e que a afectação de viatura e de segurança para protecção de antigos Primeiro-ministros resulta de uma práxis institucional.</p><p>“O Dr. José Maria Neves teve Segurança e viatura do Estado após o desempenho do cargo de Primeiro-ministro. Não estava na lei como um direito, mas fizemo-lo em respeito ao cargo que ele desempenhou durante 15 anos e porque se justificava”, lê-se.</p><p>Quanto à entrega da viatura, Ulisses Correia e Silva afirma que não faz entrega de algo que não esteja na sua posse, que não detinha a chave da viatura e nunca a conduziu.</p><p>“O facto de a viatura se estacionar no parque do condomínio onde moro não altera essa dedução”, prossegue.</p><p>A viatura, prossegue, esteve sempre à disposição dos seguranças para fazerem o seu trabalho, apesar de, a partir de Julho, ter sido o próprio a pagar o combustível e a manutenção da mesma devido ao corte ordenado pelo Governo.</p><p>“O Governo retirou a viatura. Ao menos tivessem a hombridade e a gentileza de comunicar-me. Não o fizeram nem antes, nem durante e nem depois. Fico tranquilamente à espera que deem o passo seguinte que é retirar os Seguranças porque também não está previsto na lei. E inicia-se assim uma nova práxis”, consta.</p>

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