Operação resgata 51 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Norte de MG
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/BzcsY2XAm_tVpW6sGdH1-a0_kAs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/6/9/eoAeDmQmihTQvTCh70AA/gemini-generated-image-qedk7eqedk7eqedk-1-1-.jpg" /><br /> Fiscais durante a operação MTE Uma operação realizada no mês de agosto resgatou 51 trabalhadores em condições análogas à escravidão em propriedades rurais do Norte de Minas Gerais. A ação foi conduzida por Auditores-Fiscais do Trabalho, com apoio da Polícia Federal, Polícia Militar e participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre os resgatados, cinco eram adolescentes. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp As fiscalizações ocorreram em propriedades voltadas para o cultivo de batata e a produção de carvão vegetal nos municípios de Bocaiúva, Jaíba, Berilo, Matias Cardoso e Jequitaí. Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, os auditores encontraram situações classificadas como trabalho degradante, com graves violações de direitos dos trabalhadores. Entre as irregularidades identificadas estava a ausência de água potável nas frentes de trabalho, realizadas a céu aberto e sob forte exposição ao sol. De acordo com a fiscalização, os trabalhadores precisavam levar a própria água de casa. Também não havia banheiros nos locais, o que obrigava os empregados a fazer necessidades fisiológicas no mato. Trabalhadores não tinham local apropriado para as refeições MTE Nos alojamentos, os fiscais verificaram a falta de locais adequados para preparo e consumo de refeições, ausência de espaços para guardar pertences pessoais, colchões em condições precárias e inexistência de roupas de cama fornecidas pelos empregadores. A operação também identificou riscos à saúde dos trabalhadores, como a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) básicos, entre eles luvas e botas, além do armazenamento inadequado de agrotóxicos. Outro problema constatado foi a informalidade nas relações de trabalho. Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, havia trabalhadores sem registro em carteira, remunerados apenas pelos dias trabalhados e sem acesso a direitos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias e 13º salário. Agora no g1 Trabalho infantil Durante a fiscalização, cinco adolescentes foram encontrados exercendo atividades enquadradas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP). Ainda conforme os auditores, a rotina de trabalho e as condições degradantes contribuíam para faltas frequentes à escola. Providências Os responsáveis pelas propriedades foram notificados para regularizar os vínculos empregatícios e realizar o pagamento das verbas rescisórias e indenizatórias devidas aos trabalhadores resgatados. As rescisões contratuais foram realizadas com acompanhamento da Auditoria Fiscal do Trabalho. Também foram emitidas as guias do Seguro-Desemprego, garantindo aos resgatados o acesso a seis parcelas do benefício. A Auditoria Fiscal do Trabalho informou que a operação continua em andamento. Ao término da fiscalização, relatórios serão encaminhados aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis. Fiscais estiveram em propriedades voltadas para o cultivo de batata e a produção de carvão vegetal MTE LEIA TAMBÉM: Após ouvir tiros, mulher encontra irmão morto no quintal de casa em Pedras de Maria da Cruz Homem esfaqueia esposa e é preso após ser visto andando ensanguentado e com filho no colo em Unaí Motorista morre após caminhonete bater em árvore na MGC-401 Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.
