Quem são dentista influencer e sobrinho sócio denunciados após deformar pacientes em procedimentos estéticos no ES
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/tbmkpA7ah3ZwF_vhOF-JyrwMt5w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/6/g/j9k6W1TcGFS6gNNABZkg/thumb-videos-g1-12-.jpg" /><br /> Mariana Barros Laranja Roeder, 45 anos, e o sobrinho e sócio Nathan Laranja Roeder Holz, 25 anos Reprodução Dentista e influencer denunciada pelo Ministério Público após pacientes sofrerem deformidades em procedimentos estéticos, Mariana Barros Laranja Roeder ela se apresenta como referência na área de harmonização facial e estética. Com mais de 400 mil seguidores no Instagram, ela afirma ter feito cursos no exterior e acumula participação em eventos internacionais. Ao lado dela, passou a atuar profissionalmente o sobrinho, Nathan Laranja Roeder Holz, que também é dentista. Os dois são sócios do Instituto Mariana Laranja, em Vila Velha, onde, segundo documentos que integram as investigações e os processos, eram realizados procedimentos estéticos e cirurgias faciais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As informações sobre a formação, a trajetória profissional, as especializações e as empresas ligadas a Mariana e Nathan foram levantadas pelo g1 a partir de documentos jurídicos, administrativos e comerciais, além de registros e informações apresentados nas investigações e nos processos que envolvem os dois. Atualmente, Mariana e Nathan são alvo de uma denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), que aponta que os dois teriam ultrapassado os limites legais da atuação odontológica em procedimentos invasivos, como mini lifting facial. O MP também pediu à Justiça o pagamento de pelo menos R$ 500 mil em indenizações para três pacientes que, segundo a denúncia, sofreram infecções graves, necroses e deformidades físicas permanentes após procedimentos realizados na clínica. A denúncia ainda não havia sido aceita pela Justiça até a publicação desta reportagem. Mariana Laranja mostra rotina de luxo e marketing nas redes Mariana Barros Laranja Roeder, de 45 anos, indiciada por lesão corporal culposa após procedimentos de mini lifting facial Reprodução/Rede social “Meus amores, aqui só fica comigo quem quer ficar jovem. Se você quer ficar jovem, acompanhar a minha vida com meus pets, é aqui. E muito amor”. A frase é da dentista em um vídeo publicado nas redes sociais onde compartilhava procedimentos estéticos, viagens internacionais e uma rotina marcada por itens de luxo. Mariana Barros Laranja Roeder, tem 45 anos, é cirurgiã-dentista e atua na área de estética facial. Ela é formada em Odontologia pela Faesa e tem registro no Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES) desde 2006. Mais sobre o caso Ministério Público pede indenização de R$ 500 mil para pacientes deformadas por dentista influencer no ES; veja relato das vítimas 'Existem acusações e estou respondendo uma a uma', diz dentista denunciada por deformar pacientes no ES; MP pede R$ 500 mil em indenizações Inquérito aponta que dentista influencer e sobrinho não têm aptidão para realizar 'mini lifting facial' Dentista influencer Mariana Laranja e o sobrinho sócio são denunciados pelo MP à Justiça após deformar pacientes; eles podem ser proibidos de deixar o ES Segundo registros profissionais, Mariana possui especialização em Ortodontia e registro na área de Harmonização Orofacial (HOF), obtido por meio de uma decisão judicial em 2022. A profissional ganhou projeção principalmente nas redes sociais, onde divulgava procedimentos estéticos e conteúdos relacionados à harmonização facial. Ela também buscou construir uma imagem de atuação internacional, com participação em cursos e eventos fora do Brasil. Mariana Barros Laranja Roeder, de 44 anos, foi indiciada por lesão corporal culposa após procedimentos de mini lifting facial realizados em clínica de Vila Velha, Espírito Santo Reprodução/Rede social Documentos e materiais apresentados no caso indicam que Mariana participou de cursos na Coreia do Sul e de palestras em países como Espanha, Portugal, China, Peru e Costa Rica. Ela também divulgou a exibição de sua imagem em um painel na Times Square, em Nova York, e tinha palestras previstas nos Estados Unidos. Além da atuação como dentista, Mariana aparece como responsável por empresas ligadas à atividade profissional. Ela é proprietária da Orange Clinic, empresa aberta em 2018, e sócia-administradora do Instituto Mariana Laranja, constituído em dezembro de 2024. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, em Vila Velha. Nas redes sociais, Mariana se apresenta como cirurgiã-dentista especializada em harmonização facial e estética avançada. O perfil destaca cursos internacionais, mentorias e palestras no exterior, além da atuação como professora de estética. Entre as informações divulgadas pela dentista estão participação em palestras na China, Peru e Costa Rica; cursos na Coreia do Sul; alegação de participação ou palestra em Harvard. Mariana Laranja mostra rotina de luxo e marketing nas redes, dentista denunciada no Espírito Santo Arquivo Pessoal As publicações também incluem imagens em jatinhos particulares, aulas de hipismo, bolsas de grife e viagens internacionais. Em alguns vídeos, marcas de luxo aparecem estampadas no ambiente do consultório, como em uma cadeira de escritório. "Jovem, jovem, jovem" é uma espécie de bordão da dentista, falado por ela, exposto na parede da clínica e reproduzido por alunas dos cursos em vídeos. O Instituto continua recebendo alunos de diferentes estados, como Sergipe e Bahia, que viajam horas até Vila Velha para participar dos cursos oferecidos pela dentista. Mesmo depois das denúncias feitas por pacientes, Mariana continuou publicando vídeos e fotos relacionados aos cursos no instituto. Nas redes, também mantem uma rotina de conteúdos pessoais e relacionados ao trabalho. Nathan Laranja também é cirurgião-dentista Nathan Laranja, 25 anos, foi indiciado por lesão corporal culposa após procedimentos de mini lifting facia. Espírito Santo Reprodução/Rede social Nathan Laranja Roeder Holz tem 25 anos, é sobrinho de Mariana e também cirurgião-dentista. Ele se formou em Odontologia pela Universidade Vila Velha (UVV), em 2023. Entre 2023 e 2024, fez uma pós-graduação lato sensu em Harmonização Orofacial pela Faculdade CTA. O perfil dele também mistura rotina profissional e lifestyle, com publicações sobre viagens nacionais e internacionais, hotéis, restaurantes e eventos da área estética. Nathan passou a atuar profissionalmente ao lado da tia e aparece nos documentos como sócio e diretor administrativo e financeiro do Instituto Mariana Laranja. Em julho de 2026, ele assinou documentos relacionados à dissolução da empresa. Além da função administrativa, documentos que fazem parte das investigações descrevem a participação de Nathan em procedimentos realizados na clínica. Segundo a denúncia do MP-ES, em cirurgias de mini lifting, Mariana fazia incisões e o descolamento da pele com bisturi, enquanto Nathan ficava responsável pelas suturas. Em um dos procedimentos relatados, uma paciente afirmou à polícia que ele não usava uma touca sanitária enquanto realizava os pontos. Nathan também é citado em um caso envolvendo aplicação de toxina botulínica. Segundo a investigação, ele teria realizado o procedimento sem as marcações prévias necessárias, e a paciente apresentou ptose e diplopia. Como os dois atuavam na clínica A atuação conjunta de Mariana e Nathan é um dos pontos centrais da investigação. Segundo a denúncia do MPES, procedimentos invasivos eram realizados enquanto Mariana produzia conteúdos para as redes sociais. Em um dos casos, a profissional teria interrompido uma cirurgia com cortes ainda abertos no rosto da paciente para gravar vídeos promocionais. Durante esse período, a sutura teria ficado sob responsabilidade de Nathan. Em outro procedimento, ainda segundo o Ministério Público, Mariana teria deixado a sala durante a cirurgia, enquanto Nathan e outras pessoas ficaram responsáveis por etapas do atendimento. O MP afirma que os procedimentos ultrapassavam os limites permitidos para a atuação odontológica e que os dois teriam atuado em conjunto. Mariana Laranja foi indiciada por lesão corporal após denúncias de pacientes no Espírito Santo. Reprodução/Instagram O que aconteceu com as pacientes A denúncia apresentada pelo Ministério Público reúne três casos de pacientes que teriam sofrido complicações graves após procedimentos invasivos. Uma delas, passou por cirurgia nas regiões das bochechas e do pescoço. Depois do procedimento, apresentou infecção, secreção purulenta e necrose e precisou buscar atendimento médico particular. Um laudo médico-legal apontou deformidades permanentes. Outra paciente pagou R$ 8,5 mil por um procedimento anunciado como mini lifting facial. Segundo o relato apresentado à polícia, Mariana teria interrompido o procedimento para gravar conteúdo para as redes sociais. Depois, a paciente desenvolveu uma infecção e necrose, com perda de tecido e uma abertura profunda na região da bochecha. No terceiro caso, a paciente afirmou que recebeu a promessa de um procedimento simples, com baixo risco e recuperação em cerca de 15 dias. Segundo o MP, após a cirurgia, os pontos se abriram dos dois lados do rosto, deixando tecidos internos expostos. Ela precisou de sessões de tratamento especializado e acompanhamento de cirurgião plástico. Investigações e punições administrativas Além da denúncia criminal apresentada pelo MP-ES, Mariana também responde a processos na esfera profissional. O plenário do CRO-ES decidiu pela cassação do registro profissional da dentista após processos por infrações éticas. A decisão, no entanto, é alvo de recurso e ainda está em análise no Conselho Federal de Odontologia (CFO). Nathan também foi indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal culposa em três episódios relacionados aos atendimentos investigados. O que diz o Ministério Público O MPES denunciou Mariana e Nathan por exercício da odontologia com excesso dos limites legais e por lesões corporais graves e gravíssimas relacionadas a três pacientes. Além da indenização de R$ 500 mil, o Ministério Público pediu a suspensão imediata de atividades estéticas e cirúrgicas, multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento e medidas relacionadas a viagens dos dois, como apreensão dos passaportes e proibição de deixar a cidade ou o país sem autorização judicial. O que dizem Mariana e Nathan A defesa afirma que a denúncia apresentada pelo Ministério Público é uma acusação inicial e não representa uma condenação. Segundo os advogados, caso as medidas solicitadas pela Justiça sejam determinadas, elas serão integralmente cumpridas. Mariana também se manifestou publicamente sobre o caso e afirmou que está respondendo às acusações apresentadas contra ela, uma a uma. Ministério Público pede indenização de R$ 500 mil para pacientes deformadas por dentista Entenda denúncia O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) denunciou a cirurgiã-dentista Mariana Barros Laranja Roeder e seu parceiro de atuação, o também dentista e sobrinho Nathan Laranja Roeder Holz, sob a acusação de realizarem cirurgias plásticas invasivas e proibidas na face e no pescoço de pacientes. A Promotoria pede que a Justiça condene os profissionais a pagarem uma indenização mínima de R$ 500 mil em danos morais e materiais a três pacientes que sofreram infecções graves, necroses e deformidades físicas permanentes. Os procedimentos estéticos eram realizados no Instituto Laranja, em Vila Velha, na Grande Vitória, que operava com o alvará sanitário vencido. A dentista reconheceu que há acusações e disse que está respondendo "uma a uma". A Justiça ainda não aceitou a denúncia enviada pelo MP. O Ministério Público afirmou ainda que a atuação dos denunciados excedeu os limites legais e regulamentares permitidos para profissionais da odontologia. Procurada pelo g1, a defesa dos investigados afirmou que a denúncia é uma acusação prévia e não uma sentença. Disse, ainda, que em caso de determinação judicial, as medidas solicitadas pelo Ministério Público serão "integralmente cumpridas" (leia mais abaixo). Imagens fortes Reprodução Dentista influencer é indiciada após pacientes relatarem deformidades e lesões após procedimento estético irregular no Espírito Santo Arquivo pessoal Pedidos de indenização e medidas contra os acusados Com base na gravidade das mutilações e no sofrimento físico e psíquico das vítimas, o Ministério Público solicitou à Justiça que os investigados paguem, ao menos, R$ 500 mil em indenizações para as vítimas. O valor é dividido em R$ 200 mil em danos morais e materiais para a paciente de 60 anos, R$ 200 mil para a paciente que teve o rosto perfurado por necrose e R$ 100 mil para a paciente que sofreu abertura dos pontos bilateral. O Ministério Público pediu, ainda, a suspensão imediata de qualquer atividade de natureza estética ou cirúrgica dos dois dentistas, prevendo aplicação de multa diária de R$ 50 mil para cada atendimento ou procedimento realizado. Além disso, o órgão requereu a apreensão dos passaportes da dupla e o impedimento de que saiam da cidade e do país sem autorização judicial. A Promotoria fez este pedido após identificar que os dentistas realizavam viagens frequentes ao exterior (como países da Ásia) e tentaram dar baixa na empresa e extinguir de forma definitiva o registro do CNPJ da clínica, indicando o risco real de fuga para o exterior a fim de evitar a aplicação da lei. Na denúncia, a qual o g1 e o "Boa Noite Espírito Santo" (TV Gazeta) tiveram acesso, o promotor de Justiça Maxwel Miranda Araujo apontou que os dentistas cometeram o crime de exercício ilegal da profissão de forma qualificada (por visar lucro) e lesões corporais de natureza grave e gravíssima. A denúncia detalha uma série de condutas abusivas e violações de segurança na atuação da dupla, incluindo a realização de cirurgias plásticas proibidas para dentistas, negligência pré e pós-operatória e irregularidades na clínica. Veja a nota da defesa na íntegra "A denúncia foi oferecida. Não foi recebida. E não é condenação. A defesa técnica de Mariana Laranja e Nathan Laranja, diante da promoção da denúncia ofertada pela 1ª Promotoria Criminal de Vila Velha/ES, vem esclarecer o seguinte. Denúncia é acusação prévia. Não é sentença, não é prova e não é verdade estabelecida. Trata-se de peça unilateral, elaborada sem contraditório, que apenas inaugura a discussão judicial e que, até este momento, sequer foi recebida pelo Juízo. O Código de Processo Penal é expresso: Oferecida a denúncia, cabe ao magistrado recebê-la ou rejeitá-la, na forma dos arts. 395 e 396, assegurando-se ao acusado a apresentação de resposta escrita e, sendo o caso, a absolvição sumária prevista no art. 397. Nada disso ocorreu. Não há, portanto, qualquer juízo de procedência sobre o que foi narrado. Registre-se, ainda, que o inquérito tramita sob segredo de justiça e que a defesa sequer foi intimada da referida peça acusatória. Causa perplexidade que um procedimento submetido a sigilo legal tenha o seu conteúdo divulgado publicamente antes mesmo de qualquer comunicação oficial aos investigados. O sigilo existe para preservar a apuração e aqueles que a ela se submetem, e a sua inobservância não pode ser convertida em antecipação de julgamento. O mesmo vale, e com ênfase, para as medidas noticiadas. A retenção de passaporte, a proibição de deixar o país e a fixação de valor indenizatório de R$ 500.000,00 foram requeridas pelo Ministério Público na mesma peça acusatória. Requerimento não é decisão: trata-se de pedido dirigido ao magistrado, e esse pedido sequer foi apreciado pelo Juízo. Enquanto não houver decisão judicial, tais medidas simplesmente não existem no mundo jurídico. Nenhum passaporte foi retido, nenhuma restrição de locomoção foi imposta e nenhuma indenização foi fixada. É ao Poder Judiciário, e não ao órgão acusador, nem à repercussão que a acusação produz, que compete decidir se alguma dessas providências é cabível, depois de ouvida a defesa. Sobre esse ponto, a resposta da defesa é simples e não comporta dúvida: qualquer determinação judicial será integralmente cumprida. Os profissionais residem no Espírito Santo, aqui mantêm as suas atividades, jamais se furtaram a comparecer a qualquer ato e permanecem à inteira disposição da Justiça. Quanto ao mérito, a defesa reafirma o que sustenta desde a esfera administrativa: acusação grave exige prova técnica igualmente grave. Imputação de lesão pressupõe demonstração de nexo causal, de autoria e de conduta, e não a repetição de manchetes. Os fatos serão esclarecidos nos autos, com perícia, documentos e prova produzida sob o crivo do contraditório, e não pela reprodução antecipada de uma versão. É preciso, ainda, dizer quem é a profissional cuja imagem hoje se expõe. Mariana Laranja é cirurgiã-dentista com trajetória iniciada em 2007 e nunca interrompida: mais de vinte anos dedicados ao estudo, à docência e à pesquisa em harmonização orofacial. Formação em Câncer de Boca, aperfeiçoamento na New York University e em Miami, especialização em Harmonização Orofacial, artigo científico publicado, docência prática, participação como speaker em Boston, no CIHOF Rio e no III CONSAES, além de curso internacional concluído em Dubai. Uma trajetória construída em congressos e salas de aula, no Brasil e no exterior, reconhecida por pares, por instituições e, sobretudo, por milhares de pacientes. Nada disso desaparece porque uma acusação foi oferecida. Uma trajetória de quase duas décadas não se desfaz em uma manchete, e não é a repercussão que define culpa: é o processo. A defesa respeita o Ministério Público e o Poder Judiciário, reconhece a legitimidade da apuração e dela exigirá exatamente o que a Constituição assegura a qualquer cidadão: contraditório, ampla defesa e presunção de inocência, na forma do art. 5º, incisos LV e LVII, da Constituição da República. O que não se admitirá é que a narrativa substitua a prova e que a exposição pública antecipe a punição. Não há condenação. Não há culpa reconhecida. Não há impedimento ao exercício profissional. Os fatos serão integralmente esclarecidos nos autos e a verdade será restabelecida". Mariana Barros Laranja Roeder, de 45 anos, e o sobrinho e sócio Nathan Laranja Roeder Holz, de 25 Reprodução/Rede social Dentista teve registro profissional cassado O Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Espírito Santo já havia cassado, no mês de agosto, o exercício profissional da dentista e influencer Mariana Laranja, indiciada pela Polícia Civil com o sobrinho e sócio, Nathan Laranja Roeder Holz, após pacientes relatarem deformidades, infecções graves e complicações permanentes depois de procedimentos realizados em uma clínica de Vila Velha, na Grande Vitória. A decisão, a qual o "Gazeta Meio Dia" (TV Gazeta) e g1 tiveram acesso, também suspendeu as funções profissionais da clínica da dentista por 30 dias e teve como base uma nova denúncia. Procurada na época sobre a cassação, a defesa de Mariana afirmou que considera a decisão "juridicamente inadmissível" e que a dentista não executou o procedimento denunciado. Disse, ainda, que já recorreu a decisão e que a clínica e o Instituto Laranja seguem funcionando regularmente. O pedido da cassação foi feito por uma paciente que sofreu lesões graves após a realização de um ultrassom microfocado em abril do ano passado — no documento, o CRO afirma que Mariana deixou de zelar pela saúde e dignidade da paciente e negou o acesso dela ao próprio prontuário, descumprindo, assim, os deveres do responsável técnico. A cassação, no entanto, ainda não tem efeito prático. Para que a dentista seja efetivamente impedida de atuar, é necessário que a decisão seja confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia. Por nota, o CRO informou que Mariana foi oficialmente notificada da cassação no dia 9 de agosto e tem um mês para recorrer. Somente após o fim do prazo do recurso é que o processo será enviado à esfera federal. Questionado sobre o funcionamento da clínica, a entidade disse que ''as informações relativas aos processos estão igualmente submetidas ao sigilo previsto na legislação, não sendo possível divulgar detalhes sobre sua tramitação ou conteúdo". Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
