UNIFEB pesquisa influência das redes no uso de remédios para emagrecimento
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/x-8HrjA1XiSV7M0YSxBcNXKHnqY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/I/e/FteGM1S32AhddJ0hQ8Kg/foto-1.jpeg" /><br /> UNIFEB pesquisa influência das redes no uso de remédios para emagrecimento Crédito: Divulgação Uma pesquisa desenvolvida por acadêmicas do curso de Farmácia do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) busca compreender de que maneira a exposição a conteúdos relacionados ao emagrecimento nas redes sociais pode influenciar o interesse pelo chamado “corpo ideal” e a utilização de medicamentos para emagrecimento, como Mounjaro e Ozempic. Conduzido pelas estudantes Camilly Pereira Moreira da Veiga e Lethicia Helena de Queiroz, do 10º período de Farmácia, o estudo é orientado pelo professor Mateus Frederico de Paula, farmacêutico-bioquímico e docente do UNIFEB nos cursos de Farmácia, Psicologia, Pedagogia, Odontologia e Sistemas de Informação. Segundo o professor, o estudo pretende investigar o nível de conhecimento dos estudantes sobre esses medicamentos, seu uso e a realização de acompanhamento profissional nos casos em que são utilizados. “A pesquisa busca entender como a exposição a conteúdos sobre emagrecimento nas redes sociais influencia o interesse e a busca pelo corpo ideal, bem como o uso de medicamentos emagrecedores, como Mounjaro e Ozempic, entre os estudantes de Barretos”, explica Mateus. O estudo também pretende relacionar a pressão estética promovida pelas redes sociais e a insatisfação com o próprio corpo ao consumo frequente desse tipo de conteúdo digital. Para o docente, a pesquisa contribui para ampliar a compreensão sobre a influência das redes sociais nas decisões relacionadas ao corpo e à saúde, especialmente no que diz respeito à utilização de medicamentos para emagrecimento. “Os resultados ajudarão a analisar a percepção da população universitária sobre esses medicamentos e servirão como base para novas pesquisas sobre o uso racional de medicamentos, a influência digital na saúde e na percepção do corpo, além de reforçar a importância dos profissionais de saúde na orientação da população”, destaca. Após a coleta e análise dos dados, será realizada uma análise estatística dos resultados, que serão utilizados para fins acadêmicos, especialmente no desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), contemplando a discussão sobre o uso seguro e racional desses medicamentos. De acordo com Mateus, os resultados também poderão servir de base para futuras pesquisas e ações de educação em saúde voltadas principalmente aos universitários. A expectativa é contribuir para a conscientização sobre os riscos da automedicação e sobre a importância de buscar profissionais habilitados antes da utilização dessas medicações. O professor ressalta que o estudo não tem como objetivo julgar as pessoas que fazem uso desses medicamentos, mas compreender como as redes sociais podem influenciar essa decisão. Mateus também destaca a necessidade de diferenciar o uso terapêutico dos medicamentos daquele realizado exclusivamente por razões estéticas. “Dessa forma, a pesquisa busca contribuir para uma utilização mais consciente desses medicamentos, ressaltando a importância da orientação e do acompanhamento por profissionais habilitados”, finaliza.
