Projeto do UNIFEB usa tecnologia para orientar descarte de resíduos de saúde
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/cd9BoEkEpczcBwAbdt5jRj2TVx8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/K/tRvxmZS9OFiXTLuibF8w/imagem-1.png" /><br /> Projeto do UNIFEB usa tecnologia para orientar descarte de resíduos de saúde Crédito: Divulgação Unifeb O descarte de medicamentos vencidos, agulhas, seringas, lancetas e outros resíduos de serviços de saúde gerados nas residências exige atenção, já que esses materiais podem provocar acidentes, contaminações e impactos ambientais quando destinados de maneira incorreta. Pensando nessa problemática, estudantes do curso de Engenharia de Produção do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) desenvolveram, durante o primeiro semestre de 2026, o EcoLogistic Digital, um chatbot voltado à orientação da população de Barretos sobre o descarte adequado desses materiais. O projeto foi desenvolvido dentro da disciplina de Projeto Integrador (PI), ministrada pelo professor Marcus Vinícius Dias Dantas, engenheiro ambiental, engenheiro de segurança do trabalho e especialista em Sustentabilidade Empresarial. A iniciativa envolveu estudantes do 7º termo do curso, entre eles Nicolas Rático, Natieli Fatareli Gonçalves, Marcos Vinicius da Silva Matias e Geovanne Gualter Sales da Silva. Segundo o professor Marcus, a proposta surgiu a partir de uma necessidade concreta observada em sua experiência profissional. “O desafio proposto era criar um protótipo capaz de gerar valor para a sociedade. A tecnologia já estava definida e seria um chatbot, mas o problema a ser resolvido ainda precisava ser identificado. Dentro da metodologia Design Thinking, compartilhei com a equipe uma problemática recorrente observada em minha atuação profissional como engenheiro ambiental: o descarte inadequado de resíduos de serviços de saúde gerados no ambiente domiciliar”, explica. A partir dessa realidade, os estudantes desenvolveram uma ferramenta de orientação que reúne informações sobre os riscos ambientais e sanitários relacionados a esses resíduos, além de orientações sobre segregação, acondicionamento e descarte correto. O chatbot também apresenta informações sobre locais adequados para a entrega desses materiais no município de Barretos. “O projeto surgiu devido a ser uma ‘dor’ real dos municípios, na qual falta acesso ao conhecimento que, por consequência, afeta o meio ambiente e a saúde pública”, destaca Marcus. O EcoLogistic Digital também apresenta informações de forma simples e acessível, com a proposta de facilitar o acesso da população às orientações. A ferramenta pode ser acessada pelo link. Para o professor, a experiência também demonstra a importância da formação acadêmica conectada às demandas da sociedade. “Como engenheiro e educador, sou um entusiasta da performance humana em criar soluções em prol da coletividade. Iniciativas como essa reforçam a importância da conscientização ambiental e da responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos”, afirma. Marcus também destaca que a discussão ambiental está diretamente relacionada aos princípios ESG. “A pauta ambiental hoje transformou-se em ESG: cuidar do meio ambiente, cuidar de pessoas e cuidar da governança corporativa”, ressalta. Além da contribuição dos estudantes, o desenvolvimento do projeto contou com a participação dos profissionais Felipe Spindola e Felipe Peres, que atuaram como avaliadores e contribuíram com suas experiências e conhecimentos. O professor também agradece ao coordenador do curso de Engenharia de Produção do UNIFEB, Gabriel Inácio Pontin, que atuou na instituição até o primeiro semestre deste ano, pela confiança e apoio ao longo do semestre. A proposta possui potencial de continuidade e ampliação. De acordo com Marcus, existe “total potencial de escalar” o projeto, ampliando o alcance da ferramenta e sua contribuição para a conscientização da comunidade. “Pequenas mudanças de comportamento dentro das residências podem gerar grandes impactos positivos para a saúde pública, para o meio ambiente e para a dignidade dos profissionais que atuam na cadeia de resíduos”, conclui o professor.
