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Operação que investiga desvios de R$ 27 milhões em emendas parlamentares faz apreensões na Câmara de Ipojuca

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/yS7zHzLu4VDU2wI7UnHvNiDtJuo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/r/r/RTVL8ARhGJxKnA1CP9Pw/design-sem-nome-6-.png" /><br /> Operação policial cumpre mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Ipojuca A terceira fase da Operação Alvitre, que investiga um esquema de corrupção na Câmara Municipal de Ipojuca, no Grande Recife, foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3). Policiais foram às ruas para cumprir 13 mandados de busca e apreensão nesse município e nas cidades do Cabo de Santo Agostinho e Paulista, também na Região Metropolitana do Recife (veja vídeo acima). Essa nova etapa é um desdobramento da investigação iniciada em 2025 e que apura um esquema criminoso que desviou R$ 27 milhões através de emendas parlamentares da Câmara de Ipojuca. O caso envolve a prisão do ex-presidente e do ex-vice-presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Flávio do Cartório (PSD) e Professor Eduardo (PSD), respectivamente. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A Vara Criminal da Comarca de Ipojuca expediu ordens judiciais de sequestro de bens, bloqueio de ativos financeiros e de suspensão do exercício de função pública para serem cumpridos nessa fase da operação. A Polícia Civil não informou o que foi apreendido e o que foi bloqueado, mas vai divulgar detalhes da operação numa coletiva de imprensa no Recife no fim da manhã desta quinta-feira (3). Nessa etapa da operação, as investigações se concentram sobre a Associação Cultural Social e Recreativa Mudart, uma entidade sem fins lucrativos sediada em Ipojuca, ainda segundo a Polícia Civil. De acordo com o Ministério da Fazenda, a Mudart é uma associação privada fundada em 2012 e que continua em funcionamento. "As investigações concentram-se especialmente na Associação Mudart, apontada como instrumento para recebimento e circulação de recursos públicos, com indícios de atuação coordenada entre parlamentares e seus assessores, advogados, empresários, contador e particulares, envolvendo liberação direcionada de verbas, cobrança e recebimento de vantagens indevidas, triangulação financeira, transferências para terceiros e saques em espécie", disse a Polícia Civil em nota. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil, para saber o que foi apreendido e quem são os alvos dos mandados cumpridos e dos bens bloqueados, e perguntou à Associação Mudart e à Câmara Municipal de Ipojuca, para questionar se vão se pronunciar sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão em terceira fase da Operação Alvitre, que investiga desvios na Câmara de Vereadores de Ipojuca Reprodução / Polícia Civil de Pernambuco Relembre as fases anteriores A primeira fase da Operação Alvitre foi deflagrada em outubro de 2025 para investigar o repasse de verbas de emendas parlamentares da Câmara de Ipojuca para uma instituição sem capacidade técnica para operar serviços contratados pelo poder público. Nessa etapa, três pessoas foram presas e outras quatro fugiram. Em novembro de 2025, na segunda fase da operação, foram presos o então presidente da Câmara de Vereadores, Flávio do Cartório (PSD), e o então vice da casa, Professor Eduardo (PSD). Na época, eles foram detidos num supermercado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, com uma quantia de dinheiro não divulgada pela polícia. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) concedeu prisão domiciliar a Flávio do Cartório. Segundo a Câmara de Ipojuca, Professor Eduardo foi liberado da cadeia no mesmo dia da prisão, e os dois vereadores não fazem mais parte da mesa diretora da Câmara de Ipojuca, que passou a ser presidida pelo vereador Irmão Genival (PSD). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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