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Câmara de Ourinhos cassa mandato do prefeito Guilherme Gonçalves após 11 horas de sessão

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/lbBxycyURO_EyDwCwOBKavOiJ1w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/x/leIanAREqYl1r2cj9K2w/novo-projeto-20-.png" /><br /> O prefeito de Ourinhos (SP), Guilherme Andrew Gonçalves da Silva (Podemos), teve o mandato cassado na madrugada desta quinta-feira (3) após sessão que durou mais de 11 horas. Por 13 votos a dois, o político foi destituído do cargo depois de um ano e meio na administração da cidade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Guilherme Andrew Gonçalves da Silva (Podemos) teve o mandato cassado na madrugada de quinta-feira (3) Prefeitura de Ourinhos A Câmara de Ourinhos publicou o decreto com a cassação de Guilherme Gonçalves, e com isso, a decisão do legislativo já está em vigor. O vice-prefeito Alexandre Araújo Dauage (PL) assume de vez a prefeitura e deve ser empossado na próxima semana. Ele estava à frente do executivo durante o afastamento de Guilherme do cargo. A cassação dos direitos políticos ainda deverá ser avaliada pela Justiça Eleitoral. Vice-prefeito Alexandre Araújo Dauage assume a prefeitura de Ourinhos após cassação de Guilherme Andrew Gonçalves da Silva Divulgação Sessão que resultou na cassação do prefeito de Ourinhos durou mais de 11 horas Filipe Zampoli/TV TEM TJ havia reduzido período de afastamento do prefeito em agosto Em decisão publicada no dia 24 de agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reduziu de 90 para 60 dias o período de afastamento cautelar do prefeito de Ourinhos (SP). A redução ocorreu após um recurso apresentado pela defesa do prefeito afastado. Com a mudança, a suspensão chegaria ao fim em 30 de agosto e Guilherme poderia ser reintegrado ao cargo de prefeito no dia 31 do mesmo mês. De acordo com o Tribunal de Justiça, o afastamento foi mantido pois a permanência do prefeito poderia interferir na produção de provas do processo. Porém, a Justiça também considerou que o período de 60 dias era suficiente para garantir a instrução da ação. Guilherme Gonçalves foi prefeito de Ourinhos (SP) durante 1 ano e meio Reprodução/TSE No entanto, no fim do dia 25 de agosto, a decisão foi retirada do sistema do TJ. Na época, a reportagem da TV TEM questionou o motivo e se essa retirada alteraria a data de retorno do prefeito, mas o assessoria do TJ não soube informar e esclareceu que as movimentações futuras do processo podem ser acompanhadas no site do tribunal. Em nota, a administração municipal informou que não iria se manifestar sobre a decisão. Relembre o afastamento No dia 30 de junho, a juíza Alessandra Mendes Spalding, da 2ª Vara Cível de Ourinhos, havia determinado o afastamento do prefeito, Guilherme Gonçalves por 90 dias. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em uma ação civil pública, ajuizada em 26 de junho. O processo começou após um inquérito reunir indícios de irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura de Ourinhos e o Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEV), sem chamamento público. Segundo a Promotoria, o contrato foi assinado durante a gestão do ex-prefeito Lucas Pocay (PSD) e depois prorrogado pela atual administração. Prefeito de Ourinhos (SP) tem mandato cassado após 11 horas de sessão Instagram/Reprodução Inicialmente, o acordo previa serviços operacionais, e teria passado a incluir a contratação de professores e psicopedagogos pagos com dinheiro público. Após os aditivos, o valor total do contrato chegou a R$ 42.230.632,58. De acordo com a ação, Guilherme prorrogou o contrato três vezes e autorizou gastos superiores a R$ 13 milhões, mesmo após um parecer contrário da Procuradoria Jurídica do município. O Ministério Público também aponta que havia um concurso público em vigor para professores em Ourinhos, mas os candidatos aprovados não foram chamados. O afastamento foi terceira decisão judicial envolvendo Guilherme Gonçalves em quatro meses. Em 29 de maio, ele havia sido afastado das decisões relacionadas à área da Saúde por 90 dias, em outra ação de improbidade administrativa ligada à aditivos no contrato com a Associação Beneficente de Desenvolvimento Social e Cultural para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Pronto Atendimento (PA) Cohab, após o Tribunal de Contas suspender o chamamento público para que uma empresa gerisse as unidades. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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