De olho na longevidade ativa, Singapura também investe em ações voltadas para os jovens
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/9sW2ABjOgSTxvkAZhIzikNURp8U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/o/NMNoBHTOiUpXcngEcaAw/singapura2026foto2.jpg" /><br /> Não resisto: esta é outra coluna sobre Singapura, que vem sendo palco de uma experiência inédita para garantir mais anos de vida com saúde aos seus cidadãos. A meta é aumentar a expectativa de vida em três anos na próxima década; e em cinco até 2050. O piloto da ação se concentra na região de Queenstown, onde vivem perto de 100 mil pessoas, sendo que 22% acima dos 65 anos. Todos os esforços são para estimular a adoção de um estilo de vida saudável, a convivência social e um senso de pertencimento e propósito. No entanto, há um dado novo na equação: as políticas públicas passaram a considerar os jovens como prioridade para a construção de uma longevidade ativa. Plano para a Juventude de Singapura: políticas públicas passaram a considerar também os jovens como prioridade para a construção de uma longevidade ativa Divulgação Nem mesmo a pequena cidade-estado, com 5,6 milhões de habitantes, está imune à solidão: 8% dos jovens entrevistados em 2025 disseram não ter amigos próximos, em comparação com 4% em 2013. Como a longevidade é um processo construído ao longo de toda a vida, os gestores públicos decidiram investir também nessa parcela da população. Até o fim deste ano, serão inaugurados 12 “terceiros espaços” para a juventude. Concebido pelo sociólogo Ray Oldenburg na década de 1980, o termo refere-se ao ambiente de convivência distinto da casa (o primeiro espaço) e do trabalho ou escola (o segundo). A proposta é não sobrecarregar os jovens com uma agenda rígida. Com acesso gratuito, são locais projetados para ajudá-los a criar conexões, explorar seus interesses e encontrar a sua comunidade – ali, podem jogar, estudar ou apenas descansar. O objetivo é implantar o Plano para a Juventude de Singapura (SG Youth Plan), estruturado em três eixos, em cinco anos. São eles: Confiantes (Confident): oportunidades para que os jovens aprendam a navegar na incerteza, desenvolvendo competências para o futuro, sem descuidar do seu bem-estar físico e mental. Conectados (Connected): estímulo para que a garotada crie amizades sólidas, fortaleça os laços familiares e se integre à comunidade. Participativos (Contribute): incentivo para aprimorarem sua capacidade de liderar e se tornarem vozes relevantes nas tomadas de decisão nacionais. Entre as iniciativas estão as “oportunidades de experimentação” (taster opportunities): até 2030, serão ofertadas, anualmente, 30 mil estágios breves em diversos setores, para motivar a garotada e mapear habilidades e talentos. Outra ação relevante é destinar 20 milhões de dólares para apoiar 3 mil projetos liderados por jovens nos próximos cinco anos. É assim que se prepara um país para as próximas gerações.
