À Justiça, mulher diz acreditar que irmã morreu envenenada pela própria mãe no interior de SP; VÍDEO
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/QG28DBpGev7xrxDjrv20KYLijhQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/k/G/UHNQPjRCAA2Ao1AGd2yQ/vlcsnap-2026-09-02-19h14m02s069.png" /><br /> À Justiça, mulher diz acreditar que irmã morreu envenenada pela própria mãe Em depoimentos à Justiça, a filha mais velha de Elizabete Arrabaça, Viviane Garnica, disse acreditar que a acusada matou a filha mais nova, a médica veterinária Nathallia Garnica, de 42 anos, por envenenamento em Pontal (SP), em fevereiro de 2025. As alegações foram dadas esta semana durante audiência de instrução do processo, ainda em fase inicial. Em resposta, Elizabete alegou à Justiça que as falas foram dadas para prejudicá-la. Chamada como testemunha, Viviane Garnicaafirmou não acreditar na inocência da mãe. Ela também mencionou os motivos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Juiz - Você acha que sua mãe envenenou sua irmã? Viviane - Não me cabe julgar, mas... Juiz - Estou perguntando se você acha que isso aconteceu ou não. Viviane - Sim. Juiz - O motivo seria a dívida financeira? Viviane - Eu acho que a dívida é um dos, mas eu acho que tem muita mágoa nessa história, muito ressentimento. Viviane Garnica, ouvida em audiência de instrução de processo contra a mãe, acusada de matar Nathalia Garnica envenenada em Pontal (SP). Reprodução/EPTV Também ouvido pela Justiça, o ex-marido Antonio Luiz Garnica, que foi casado com Elizabete por 17 anos, afirmou que a mulher sempre colocou interesses financeiros acima de tudo e alegou que, na data da morte da filha mais nova, ela fez um saque nas contas de Nathalia. "Nós descobrimos que a Elizabete foi no Banco do Brasil, inclusive sacou dinheiro na conta da Nathalia, a Nathalia tinha alguma coisa lá, ela limpou as contas", disse. Além disso, Antonio afirmou que a ex-mulher foi omissa no atendimento à filha, no dia em que ela pasosu mal. "Por que a [Eliza]Bete não chamou, não pediu socorro? Pra você ter uma ideia, da casa da Nathalia no bar deve dar uns 30 40 metros, ia ter umas 80 100 pessoas no bar", disse. Antonio Luiz Garnica, ex-marido de Elizabete Arrabaça, em depoimento. Reprodução/EPTV Elizabete jurou inocência Quando questionada sobre essas alegações, Elizabete Arrabaça jurou por Deus ao afirmar que é inocente e não cometeu o crime. "Eu sou inocente. Eu juro por Pai, Filho e Espírito Santo que eu sou inocente. Tudo isso é mentira. Eu sou inocente. Eu sou inocente. Com essa luz, eu quero que me cega se eu tiver mentindo". Ela também disse que a filha mais velha, Viviane Garnica, mentiu ao juiz em audiência de instrução e julgamento para prejudicá-la. "Ela está querendo me prejudicar, muita coisa ela distorceu no depoimento dela, inventou muita coisa. E eu fiquei muito triste, muito triste. Família sabe como é, né? A única que cuidava muito bem de mim era a Nathália". LEIA TAMBÉM TJ define onde deve ser julgada mãe denunciada por matar filha envenenada no interior de SP Ré por morte da nora é denunciada pelo MP também por homicídio da filha envenenada Presa em Tremembé, mulher investigada por mortes de nora e filha tem ajudante e participa de coral, diz advogado Elizabete Arrabaça diz que filha mais velha mentiu em depoimento que investiga morte de Nathália Garnica: 'Eu sou inocente' Elizabete Arrabaça diz que filha mais velha mentiu em depoimento que investiga morte de Nathália Garnica, em Pontal (SP) Reprodução/TJSP Morte de Nathália Garnica Nathália Garnica morreu aos 42 anos, no dia 9 de fevereiro de 2025, em Pontal, onde morava. Um dia antes, Elizabete Arrabaça esteve com a filha na casa dela. À época, o boletim de ocorrência chegou a ser registrado como morte natural. Quando as investigações sobre a morte da cunhada, Larissa Rodrigues, começaram, um laudo toxicológico apontou que a professora tinha sido envenenada com chumbinho. Elizabete e Luiz Antônio Garnica, irmão de Nathália, foram presos no dia 6 de maio, por suspeita de participação na morte de Larissa. Como o intervalo de tempo entre os dois casos era curto, a polícia passou a investigar também a morte de Nathália. No dia 23 de maio, o corpo dela foi exumado para ser analisado. No dia 17 de junho, o laudo toxicológico confirmou que Nathália também tinha morrido envenenada por chumbinho. Por conta da similaridade dos casos e também por ter sido a última pessoa a estar com as duas vítimas, Elizabete, que já era investigada pela morte da nora, Larissa, passou a ser investigada pela morte da filha, Nathália. Nathalia Garnica morreu em fevereiro de 2025 em Pontal. Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
