Professor de direito da UFMT investigado por assédio e ameaça é solto
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/FFdM23unJtt4D6hnebEw4BNuA_4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/p/7atDZVRC6rFH44Tv7hSQ/videos-g1-55-.jpg" /><br /> Professor de direito da UFMT Saulo Tarso Rodrigues foi condenado a 10 meses e 15 dias de reclusão por perseguir a ex-companheira, em um caso de violência doméstica e de gênero. — Foto: Reprodução Reprodução O professor de direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, investigado por assédio e ameaça contra uma aluna, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça de Mato Grosso nesta terça-feira (1º). Ao g1, a defesa de Saulo informou que o processo segue em sigilo e não vai comentar o assunto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A prisão havia sido decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Civil no dia 10 de agosto deste ano. Segundo o documento assinado pela juíza Henriqueta Ferreira Lima, ele teria violado as restrições judiciais em diferentes ocasiões, incluindo contato indireto com a vítima, abordagem de testemunhas e divulgação de informações sigilosas sobre o processo. Agora no g1 Ao g1, a defesa da estudante afirmou que as medidas cautelares impostas anteriormente seguem ativas. "A defesa da estudante recebe com tranquilidade a decisão que determinou a soltura do réu Saulo Tarso Rodrigues, e que manteve vigentes as cautelares anteriormente impostas. O réu possui o direito de responder o processo em liberdade, caso não venha a violar novamente as medidas fixadas pela justiça", afirmou a defesa. Segundo a UFMT, o professor foi afastado cautelarmente no dia 24 de julho, para investigação de uma denúncia de assédio, insistência em contatos e ameaças contra uma estudante do curso, no campus Cuiabá. Em nota, a universidade afirmou que a medida foi adotada em caráter preventivo, por meio de portaria da Reitoria, no âmbito de um procedimento administrativo instaurado pela instituição. Na época, o professor afirmou ao g1 que "inexiste qualquer mensagem, e-mail, conversa ou documento" enviados por ele que não seja de teor acadêmico. O professor afirmou que o conflito começou após denúncias feitas pela esposa dele, também estudante de direito, de que a vítima, supostamente, mantinha dois vínculos na graduação e recebia benefício incompatível com a situação socioeconômica. Condenação por stalking Na última segunda-feira (21), a Justiça condenou Saulo por perseguir a ex-companheira. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, o professor passou a enviar e-mails de forma insistente para a vítima, mesmo sem autorização dela. Durante o processo, a defesa de Saulo tentou anular a ação alegando problemas na realização de uma audiência e questionando a validade das provas digitais, que eram os e-mails enviados à vítima. Os pedidos foram rejeitados pela Justiça. À época, Saulo disse ao g1 que não teve direito à defesa durante o processo. Ele alegou que já está com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a decisão. Entretanto, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do desembargador Orlando Perri, manteve válida a citação por Whatsapp, e a condenação em uma decisão do dia 3 de junho.
