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Deltan Dallagnol garante estar elegível e diz que motivo da cassação nas últimas eleições 'não se sustenta mais'

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/VhRedBZz9wbe0qOHehEbWuw0itw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/6/j/J7M7DATQKcoXBZwLsosA/deltan-dallagnol.jpeg" /><br /> Meio-Dia Paraná entrevista Deltan Dallagnol (Novo) O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) afirmou que está elegível para disputar as eleições deste ano, mesmo com o registro da candidatura ainda pendente de análise definitiva pela Justiça Eleitoral. Em 2023, quando foi eleito deputado federal, Deltan teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela Lei da Ficha Limpa. Segundo ele, a situação que levou à cassação não se sustenta mais. Assista acima. "Eu estou sim elegível. Tanto estou elegível que estou aparecendo nos programas eleitorais, sob a supervisão e fiscalização do Tribunal Eleitoral aqui do Paraná. [...] Eu estou aqui porque a lei assim determina, porque a lei tem que valer no Brasil. Quando eu olho para a Constituição, olho para a lei, eu estou sim elegível. A questão que levantaram lá atrás para indeferir o meu registro de candidatura em 2023 não se sustenta mais", afirmou. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A declaração do candidato foi feita nesta quarta-feira (2) durante entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Ao longo da semana, o jornal entrevistará os candidatos mais bem posicionados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest. A ordem foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. O tempo estipulado para a entrevista é de 30 minutos. 🗓️ Na quinta-feira (3), Filipe Barros (PL) será o entrevistado. A série de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Paraná termina na sexta (4), com Cristina Graeml (PSD). Alexandre Curi (Republicanos) foi o primeiro candidato entrevistado, seguido por Gleisi Hoffmann (PT). Durante a entrevista, Deltan também respondeu a perguntas sobre: Uso de recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário; Repasses recebidos do Partido Novo em 2025; Aliança com o PL e Valdemar Costa Neto; Impeachment de ministros do STF; Fim da escala 6x1; Uso de provas ilícitas em processos judiciais; Segurança e mortes nas rodovias do Paraná. Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná Vitória Smarci/RPC Veja o que disse o candidato sobre cada tema Na entrevista, Deltan foi relembrado de que, durante a sua trajetória, criticou o uso de dinheiro público em campanhas eleitorais. Na atual disputa, ele recebeu R$ 300 mil do Fundo Eleitoral e R$ 500 mil do Fundo Partidário. Questionado se essa situação não era contraditória, Deltan disse que é contra a existência de dinheiro público em campanhas, mas que precisa usar as ferramentas legais disponíveis para competir em igualdade de condições com candidatos. Afirmou ainda que, se eleito, pretende votar pela redução ou extinção do Fundo Eleitoral. O candidato também foi questionado sobre os R$ 40 mil por mês que recebeu em 2025, do Partido Novo, pela atuação como embaixador da sigla. Ele respondeu que o valor era uma remuneração pelo trabalho prestado ao partido, com contrato, declaração e prestação de contas. Deltan apoia o PL no Paraná e divide palanque com Valdemar Costa Neto, condenado no caso do Mensalão e a quem ele próprio já chamou de “mensaleiro”. Ao comentar a aliança, o candidato afirmou que a composição é no Paraná e que não existe uma aliança nacional com o PL. Disse ainda que defende que cada pessoa responda pelos próprios atos e que "não passa pano para ninguém", seja de direita ou de esquerda. Deltan também respondeu a perguntas sobre a possibilidade de processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato, que defende redução do prazo para análise dos pedidos e menos votos para aprovar o afastamento, falou que essas medidas são importantes para responsabilizar autoridades e impedir que ministros sejam colocados acima da lei. Ele defendeu que o presidente do Senado tenha prazo para analisar os pedidos e que, em caso de negativa, seja possível recorrer ao plenário. Sobre o fim da escala 6x1, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e que deve ser votada nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o candidato afirmou que não se opõe a discutir a mudança caso uma votação em plenário fique para a próxima legislatura. Segundo ele, porém, é necessário um estudo de viabilidade para evitar prejuízos ao trabalhador. Disse que é preciso conciliar mais tempo para a família com a preservação do emprego e da renda e citou a desoneração da folha e a flexibilização da jornada como alternativas. Deltan também foi questionado sobre o uso de provas ilícitas para julgamentos e eventuais condenações em processos. Sobre o tema, ele explicou que defende o aproveitamento de provas ilícitas produzidas de boa-fé, seguindo uma teoria adotada nos Estados Unidos. Como exemplo, citou situações em que uma busca e apreensão é autorizada por um juiz, mas posteriormente anulada por outro tribunal por uma divergência de interpretação. Questionado sobre a mudança de atribuição da Justiça Eleitoral para a Justiça Federal quanto a crimes de corrupção, Deltan respondeu que a transferência de competência para a Justiça Eleitoral enfraqueceu o combate à corrupção. Afirmou que a Lava Jato funcionou enquanto os casos eram julgados pela Justiça Federal, por isso defende a mudança. Ao final da entrevista, Deltan respondeu a uma pergunta sobre a necessidade de se criar mecanismos legais para reduzir acidentes nas rodovias federais do Paraná. Sobre o tema, o candidato afirmou que parte dessas mortes está relacionada à corrupção nas obras rodoviárias. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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