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Estados Unidos anunciam conclusão de ataques ao Irão

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<p>"As forças norte-americanas atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação", refere o CENTCOM em comunicado sobre os ataques de terça-feira.</p><p>"Os ataques seguem-se a tentativas recentes de ataques do CGRI contra navios mercantes no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos", adianta.</p><p>"Mais de 50.000 militares norte-americanos estão atualmente a operar no Médio Oriente e mantêm-se vigilantes, letais e preparados para continuar a executar operações dirigidas pelo Comandante-Chefe", refere ainda o CENTCOM.</p><p>Esta foi a segunda vaga de ataques desde que os Estados Unidos atingiram a ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, matando duas pessoas. Segundo Washington, Teerão preparava-se para lançar no estreito de Ormuz, a partir de Larak, rockets carregados com minas marítimas.</p><p>Segundo o CENTCOM, pelas 17:00 de Portugal continental as suas forças iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária no Irão.</p><p>"Os ataques seguem-se a recentes investidas da GRI contra navios mercantes no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região", afirmou o CENTCOM.</p><p>A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.</p><p>De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.</p><p>Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.</p><p>Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país, matando duas pessoas e deixando outras feridas.</p><p>Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.</p><p>Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.</p><p>Após a mais recente vaga de ataques, o exército jordano informou na terça-feira que intercetou 10 mísseis balísticos disparados do Irão, que reivindicou o ataque numa vaga de retaliação contra bases norte-americanas, que terá incluído também o Bahrein.</p><p>"O Reino Hachemita da Jordânia foi alvo, nas últimas horas, de um ataque com mísseis com origem em território iraniano", disse um porta-voz do exército jordano citado pela AFP.</p><p>Dos 13 mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país, o exército conseguiu "intercetar e destruir 10, enquanto 3 mísseis caíram em zonas remotas, longe de zonas povoadas", acrescentou.</p><p>Segundo a Guarda Revolucionária do Irão (GRI) o ataque, com mísseis balísticos pesados, foi dirigido contra Camp Titin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos.</p><p>Mais tarde, a GRI reivindicou também ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, com drones.</p><p>No Kuwait, as Forças Armadas indicaram que as defesas aéreas estavam ativas esta noite a intercetar "alvos hostis".</p><p>Antes, a GRI confirmou "uma onda de ataques contra alvos norte-americanos na região" e reivindicou também ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.</p><p>Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação «Pária Económico», que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.</p><p>Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.</p><p>As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.</p>

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