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Trump diz que novo ataque ao Irã é "altamente improvável" se negociações avançarem

g1.globo.com · world

Donald Trump em 2 de novembro de 2026 Umit Bektas/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que é "altamente improvável" que os Estados Unidos voltem a atacar o Irã desde que as negociações sobre o programa nuclear do país e a reabertura do Estreito de Ormuz avançem. A declaração foi dada durante uma entrevista à CNN Internacional neste domingo (8). “Depende se eles assinarem ou não um acordo muito forte”, disse Trump. “A resposta é que é altamente improvável que seja necessário. Eles são uma nação falida. Acabou de sair do papel, você viu este ano, uma inflação de 301%. É altamente improvável que seja necessário. Eu faria isso se fosse preciso, mas nós os atingimos com muita força. Eu os atingi com tanta força. Você não tem ideia de quão forte eu os atingi.” “Portanto, é altamente improvável que eu precise fazer isso”, continuou. “Eles estão definhando financeiramente. Nós os atacamos militarmente. Poderíamos acabar com eles.” Nas últimas semanas, Trump tinha ameaçado retomar os ataques, e veículos de comunicação dos Estados Unidos sugeriram que as hostilidades poderiam ser reiniciadas depois das eleições de meio de mandato na semana passada. Ao mesmo tempo, Trump já admitiu que a guerra com o Irã foi responsável pela derrota que o Partido Republicano sofreu nas eleições legislativas por causa do aumento do custo da gasolina. Ainda assim, o presidente dos EUA afirmou à CNN International que qualquer decisão de retomar as hostilidades "depende de se (as autoridades iranianas) vão assinar ou não um acordo muito sólido". Essas declarações contrastam com as do chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, que afirmou pouco antes que as negociações entre os dois países estavam estagnadas devido ao "choque" provocado pela recente derrota dos republicanos. "Nos últimos dias, não houve mais viagens (de mediadores), e a razão para isso é o choque que os resultados das eleições nos Estados Unidos causaram em todos", declarou Araghchi à televisão estatal neste domingo. "Agora, precisamos ver quanto tempo levarão para assimilar esses resultados, a fim de determinar como vamos avançar", acrescentou. Guerra aumentou o custo de vida nos EUA Os esforços diplomáticos para resolver o conflito tinham se intensificado antes das eleições. O Irã continua bloqueando o trânsito pelo Estreito de Ormuz, o que afetou o abastecimento de petróleo proveniente do Golfo. Isso, por sua vez, fez os preços da gasolina dispararem nos Estados Unidos, contribuindo para a impopularidade da guerra. Estimativas apontam que o conflito custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos na véspera das eleições de meio de mandato mostrou que cerca de 48% dos eleitores americanos apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar nas eleições de meio de mandato. Além disso, apenas 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% dizem que não valeu. Outros 18% não tinham certeza. Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e, após os ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade.

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