São Vicente: Grande Feira do Livro com registo de mais de dez mil exemplares vendidos
A presidente da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, considerou a sétima itinerância da edição de 2026, realizada em São Vicente, um momento “verdadeiramente extraordinário”, porque superou os resultados das edições de 2024 e 2025 na ilha. Em declarações à Inforpress, Matilde Santos explicou que entre os livros mais procurados destacaram-se a literatura infantil e juvenil, os livros técnicos, sobretudo da área do Direito, os clássicos da literatura cabo-verdiana, obras de Ciências Sociais, Economia e Auto-ajuda. Segundo esta responsável, centenas de títulos esgotaram, alguns logo nos primeiros dias da feira, incluindo obras de literatura traduzida, Direito e Auto-ajuda. A presidente da Biblioteca Nacional adiantou ainda que os livros que não foram vendidos não serão guardados para a próxima edição, mas destinados à oferta a bibliotecas públicas e privadas, escolas e comunidades, com o objectivo de actualizar os seus acervos e criar pequenos espaços de leitura. Por seu lado, o ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, António Duarte, manifestou satisfação com os resultados alcançados. Destacou “o número expressivo de visitantes e as vendas registadas”, num evento que considerou particularmente importante por decorrer em São Vicente, no ano em que se celebram os 90 anos da Revista Claridade. O governante mostrou-se igualmente satisfeito com a presença de muitas crianças na feira, algumas das quais regressaram acompanhadas dos pais para adquirirem livros que tinham conhecido durante visitas anteriores. “Isso é um grande sinal de alento”, afirmou António Duarte, considerando que esta adesão poderá representar uma retoma do gosto pela leitura, num contexto em que, segundo observou, “os hábitos de leitura têm sido cada vez menos frequentes”. O ministro avançou ainda que uma parte significativa das receitas arrecadadas durante a feira será canalizada para o Plano Nacional de Leitura, nomeadamente para apoiar o Grande Concurso de Leitura, lançado há cerca de três semanas. Para António Duarte, iniciativas desta natureza devem ganhar maior visibilidade e alcance, de modo a reforçar o reconhecimento da importância do livro e da leitura na sociedade cabo-verdiana.
