Após apreensão de celular e computador, Professora Maria do Carmo diz ser alvo de perseguição em caso que envolve a filha de Omar Aziz
Polícia apreende equipamentos de Professora Maria do Carmo em investigação A defesa da ex-candidata ao governo do estado pelo PL, Professora Maria do Carmo, denunciou perseguição política e apontou possíveis abusos de autoridade durante a operação de busca e apreensão realizada na casa dela, em Manaus, nesta sexta-feira (6). Na ação, a Polícia Civil apreendeu o celular e o computador pessoal da ex-candidata. A investigação apura o uso de imagens da filha de Omar Aziz (PSD), ainda criança, em publicações nas redes sociais que associavam o governador eleito a acusações de pedofilia. O inquérito investiga possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em nota enviada à imprensa, os advogados afirmaram que garantias legais e prerrogativas da advocacia não foram respeitadas durante o cumprimento do mandado. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata. É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei", diz trecho da nota. Os advogados também denunciaram o que classificaram como uma escalada de perseguição política contra a ex-candidata e criticaram o vazamento de informações de uma investigação que corre sob segredo de Justiça. Segundo a nota, Maria do Carmo tem sido alvo de exposição pública desde o resultado das eleições. A defesa afirmou ainda que a ex-candidata sempre esteve à disposição para colaborar com a investigação e identificar os responsáveis por eventuais violações de direitos. Segundo os advogados, ela compareceu espontaneamente à delegacia em 29 de outubro e se ofereceu para entregar os aparelhos eletrônicos. Na quinta-feira (5), um dia antes da operação, Maria do Carmo publicou um vídeo em que afirmou que aguardava o cumprimento do mandado e estava preparada para colaborar com as autoridades. "Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha", declarou. A defesa disse que a ex-candidata permanece tranquila e confiante em sua inocência. Como foi a operação Polícia apreende celular e computador de Professora Maria do Carmo em investigação sobre imagens de filha de Omar Aziz Lucas Macedo/g1 AM A operação ocorreu após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar a liminar que suspendia a ordem de busca e apreensão. A decisão restabeleceu a autorização para a diligência, sob o argumento de que era necessário preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas. Maria do Carmo não estava em casa quando os policiais chegaram. Ela apareceu no imóvel por volta das 6h18, quando a operação já havia começado. O delegado Marcelo Martins, que assumiu a condução do inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil, afirmou que houve resistência durante o cumprimento do mandado, mas que a equipe conseguiu realizar a apreensão dos equipamentos. "Foi uma diligência difícil. Nós encontramos alguma resistência durante a execução do mandado, na medida que tivemos algumas discussões aí sobre alguns temas técnicos, jurídicos, sobre o alcance do mandado. Mas a gente conseguiu cumprir a ordem judicial. Fizemos a apreensão do aparelho celular da Maria do Carmo e do computador pessoal dela. Esse material vai ser extraído os dados desses dispositivos e nós vamos fazer a análise desse material para tentar avaliar a participação dela nesse crime", explicou. Segundo o delegado, os equipamentos serão submetidos à perícia para identificar a possível participação de Maria do Carmo e dos demais investigados. "Porque vale destacar que já foi constatada a violação ao estatuto da criança e do adolescente agora é entender a participação de cada pessoa dentro desse cenário. Exatamente. A prática de crime nesse caso já está configurada. O que falta agora ser mais aprofundado, vamos dizer assim, é nível de participação de cada um dos investigados", afirmou. Delegado classifica divulgação de imagens como conduta cruel Ao comentar a gravidade da produção e disseminação do conteúdo nas redes sociais, Marcelo Martins classificou a ação como uma conduta cruel contra a adolescente. "Trata-se da ação de uma mente perversa, que utilizou as redes sociais para violar a intimidade e a dignidade de uma adolescente com objetivos escusos", declarou o delegado. Ex-candidata do governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL) Rede Amazônica Casa de Professora Maria do Carmo é alvo de busca e apreensão da Polícia Civil em Manaus Lucas Macedo/g1 AM
