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Às vésperas da despedida de 'Caju', Liniker fala da expectativa para o show em Belém e conta o que mais ama no Marajó

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Cantora Liniker fala sobre a despedida da turnê "Bye Bye Caju"em Belém A cantora Liniker chega a Belém neste sábado (7) para a penúltima apresentação da turnê "Bye Bye Caju", que marca a despedida do álbum lançado em 2024. O palco será uma marina na av. Bernardo Sayão. Em entrevista exclusiva ao g1, a artista falou sobre as transformações que viveu com o disco, a relação afetiva que construiu com o Pará e as experiências que a fizeram se apaixonar pelo arquipélago do Marajó. “Eu estou ansiosérrima esperando que esse show seja um marco para todo mundo que assista”, conta. Depois de dois anos de turnê, Liniker se despede de um trabalho que também mudou a maneira como enxerga a si mesma. “Esse disco é um disco de autoestima, é um disco que eu escrevi para potencializar fragilidades internas”, afirma. Ao olhar para essa trajetória, a cantora celebra a possibilidade de ter encontrado na própria música um caminho de transformação. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp “Eu fico feliz por ter conseguido alcançar o meu desejo, que era ser fiel a mim mesmo e me respeitar na minha totalidade através da minha poesia”, diz. Nesse percurso, Belém também se tornou um lugar de encontros, descobertas e afetos que a artista faz questão de cultivar. Liniker encerra o ciclo vitorioso do segundo álbum solo com turnê por arenas e estádios do Brasil Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca Marajó, Círio e afetos construídos no Pará Um dos encontros mais marcantes aconteceu no arquipélago do Marajó. Liniker descreve a experiência como uma transformação profunda, que mexeu com sua espiritualidade, suas emoções e até sua maneira de pensar. “Eu fui muito atravessada, assim, espiritualmente e emocionalmente, a nível de mudar uma chave na química do meu corpo e na química do meu cérebro. O Marajó foi um amor à primeira vista e é um encanto mesmo na minha história”, conta. Liniker já fez homenagem ao Pará em show da 'Caju Tour' em Belém. Liliane Moreira / Festival Psica Liniker também montou uma espécie de roteiro afetivo pelo Marajó ao responder o que considera imperdível para quem visita a ilha. A primeira dica é se entregar a um banho de igarapé. Na sequência, provar o sorvete da Ice Buffalo, em Soure, e conhecer o Ateliê Arte Mangue Marajó, de Cilene Andrade e Ronaldo Guedes. Mas a viagem, para ela, também precisa ter uma noite de carimbó e um mergulho em Joanes. Cinco experiências que a cantora recomenda a quem deseja conhecer um pouco do Marajó que a conquistou. “Aquilo me inspira poeticamente, aquilo me inspira a nível de vida”, disse. Outra experiência que atravessou a cantora foi o Círio de Nazaré. Adepta do candomblé, Liniker conta que se emocionou ao acompanhar a manifestação de fé nas ruas de Belém. “Eu chorei tanto, porque, por mais que eu não seja paraense, por mais que eu não tivesse ainda uma experiência no Círio, aquilo me fez voltar para o meu eixo, me fez acreditar que aquela força de fé era uma força que me nutria também.” Na celebração, a cantora diz que preferiu agradecer a fazer pedidos. “Coisas tão bonitas têm acontecido na minha vida que eu acho que às vezes a gente também se dá a importância do agradecimento e não só de pedir.” Para Liniker, a experiência foi também uma oportunidade de reconhecer a fé presente na vida das pessoas, mesmo em tradições diferentes da sua. Da escola pública aos palcos Ao falar sobre os caminhos que a levaram até os palcos, Liniker voltou à infância e à importância da escola pública em sua formação. A artista lembrou de uma professora que a incentivou a escrever e destacou como programas sociais, entre eles Fome Zero e Minha Casa Minha Vida, contribuíram para dar segurança à sua família. “Tudo isso me deu segurança para que eu pudesse existir e para que eu pudesse sonhar. E esse sonho foi o que me fez artista”, afirmou. A cantora também defendeu o papel das políticas públicas na formação de novos artistas e na garantia de oportunidades. "A arte acontece na minha vida porque eu fui contemplada por uma democracia que me fez existir”, declarou. Na reta final de Caju, Liniker também celebra a diversidade musical que encontrou no Pará. “A música do Pará, a música do Norte, ela é muito rica, porque ela é muito plural no ritmo, ela é muito plural na poesia, e acho que ela é única. Ninguém no Brasil faz igual”, afirmou. Para o reencontro com o público de Belém, a expectativa é transformar a despedida em uma celebração coletiva. “Que a gente possa se encontrar nessa penúltima noite de Bye Bye Caju e fazer um show memorável e histórico.” Serviço Liniker | Bye Bye Caju Data: 7 de novembro de 2026 (sábado) Local: Espaço Náutico Marine Club, Avenida Bernardo Sayão, 5232, Guamá, Belém Abertura dos portões: 17h Show: 20h Ingressos: Eventim VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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