Fiscalização surpresa aponta falhas em usina de asfalto responsável por tapa-buracos em Campo Grande
Fiscalização surpresa aponta falhas em usina de asfalto responsável por tapa-buracos em Campo Grande Silvia Constantino Uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) identificou, nesta quarta-feira (4), falhas no controle de pesagem dos caminhões de uma usina que produz asfalto para os serviços de tapa-buracos em Campo Grande. A vistoria busca verificar a qualidade do material e a durabilidade dos reparos nas ruas da cidade. A vistoria ocorreu na usina de asfalto do Consórcio Central e levaram em conta as reclamações da população sobre os reparos nas ruas da Capital. A fiscalização contou com a presença do conselheiro Osmar Jeronymo e de auditores do Tribunal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Durante a fiscalização, os auditores constataram que a usina não possui balança própria e utiliza o equipamento de uma empresa vizinha. Com isso, os caminhões não são pesados no local, o que dificulta o controle da quantidade de asfalto transportado. Agora no g1 Segundo os auditores, a pesagem dos caminhões é importante para controlar a quantidade de asfalto produzida e fornecida. A fiscalização também vai verificar se o material usado nos tapa-buracos atende aos padrões de qualidade necessários para garantir a durabilidade dos reparos. Segundo João Alfredo Carneiro, chefe da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente (DFEAMA), a qualidade do asfalto influencia diretamente na durabilidade dos reparos. Durante a vistoria, foram coletadas amostras das matérias-primas e do asfalto pronto para análise em laboratório. Os testes vão verificar se o material atende aos padrões de qualidade exigidos. Os auditores também vão verificar se a usina consegue produzir asfalto suficiente para atender à demanda diária dos serviços contratados pela Prefeitura de Campo Grande. A fiscalização também será realizada nas ruas, onde os auditores vão acompanhar a preparação dos buracos, a aplicação do asfalto e a compactação do material, etapa que ajuda a garantir a resistência dos reparos. Segundo o conselheiro Osmar Jeronymo, a fiscalização busca identificar problemas que possam comprometer a qualidade dos reparos. Após as análises, os auditores vão elaborar um relatório com os resultados da fiscalização. O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o contrato com o Consórcio Central não exige que a empresa tenha uma balança própria para pesar o asfalto fornecido ao município. Segundo a prefeitura, o contrato exige comprovantes de pesagem emitidos por balanças verificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A prefeitura também informou que confere os comprovantes para verificar a quantidade de asfalto entregue. Os pagamentos são feitos conforme o peso do material fornecido. O município afirmou ainda que vai acompanhar os resultados da fiscalização e prestar os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas. Veja abaixo a nota na íntegra: "A Prefeitura de Campo Grande esclarece que o contrato firmado com o Consórcio Central não estabelece a obrigatoriedade de que a balança utilizada para a pesagem da massa asfáltica pertença à própria empresa fornecedora. O instrumento contratual prevê a apresentação de comprovantes de pesagem emitidos por equipamento devidamente aferido pelo Inmetro. A administração municipal realiza o controle das quantidades fornecidas por meio da conferência dos comprovantes apresentados nas medições contratuais, sendo os pagamentos efetuados conforme o peso do material comprovadamente entregue. Quanto à fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a Prefeitura acompanhará os apontamentos feitos pelo órgão e prestará os esclarecimentos e as informações que forem solicitadas". Veja vídeos de Mato Grosso do Sul
