Eleições nos EUA: em derrota para Trump, democratas conquistam maioria no Senado
O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das cadeiras no Senado dos EUA, impondo uma derrota histórica para Donald Trump nas eleições de meio de mandato, chamadas de midterms. ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms MAPAS vão mostrar resultados em tempo real Os democratas conseguiram "virar" seis cadeiras que estavam sob o controle dos republicanos: Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Carolina do Norte e Carolina do Sul. As eleições podem alterar drasticamente o equilíbrio de poder em Washington, já que o partido de Donald Trump deve perder também o Controle da Câmara dos Representantes, segundo projeções. Antes da eleição, os republicanos tinham maioria nas duas Casas. 📊 Até a última atualização desta reportagem, os resultados para o Senado estavam da seguinte forma: 🔵 Democratas: 51 🔴 Republicanos: 39 Aguardando resultado: 10 👉 Eram 35 cadeiras em disputa no Senado. As demais 65 cadeiras só serão renovadas nas eleições de 2028. Para obter maioria na Casa, um partido precisa eleger 51 senadores. Com a confirmação do resultado, o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, perde o controle da Casa. Nas eleições de 2024, os republicanos conquistaram 53 cadeiras. Vitória democrata em estados conservadores Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul, colocando em risco o controle republicano do Senado dos EUA. Os resultados históricos representaram uma extraordinária rejeição a Trump, que havia colocado todo o seu peso político a serviço dos candidatos derrotados. Trump havia apoiado Ken Paxton, o procurador-geral do Texas envolvido em diversos escândalos, contra o senador John Cornyn nas primárias republicanas do Estado. Cornyn e lideranças republicanas nacionais haviam alertado que Paxton teria dificuldades em uma eleição geral, o que poderia custar dezenas de milhões de dólares ao partido e, potencialmente, o controle unificado dos republicanos sobre o poder em Washington. Em Ohio, o democrata Sherrod Brown derrotou o senador republicano Jon Husted, marcando mais uma derrota do partido em um Estado de tendência republicana Na Carolina do Sul, Trump apoiou Graham apesar das dúvidas dentro do próprio partido de que ela não tinha experiência e conhecimento suficientes para conquistar a cadeira anteriormente ocupada por seu irmão, Lindsey Graham, após a morte inesperada dele. Além disso, Trump visitou Ohio repetidas vezes para fazer campanha por Husted. Os democratas já haviam virado uma cadeira na Carolina do Norte e mantido assentos disputados em New Hampshire e na Geórgia. O senador democrata Jon Ossoff foi reeleito na Geórgia, derrotando o deputado Mike Collins e impedindo que os republicanos conquistassem uma cadeira que haviam considerado uma de suas principais oportunidades de avanço. O deputado Chris Pappas venceu a disputa pelo Senado em New Hampshire, derrotando o ex-senador John Sununu para substituir a senadora democrata Jeanne Shaheen, que está se aposentando. Derrota histórica para Trump Os resultados históricos representaram uma extraordinária rejeição a Trump, que havia colocado todo o seu peso político a serviço dos candidatos derrotados. Como funcionam as midterms Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores têm mandatos de seis anos. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Neste ano, além das 435 cadeiras da Câmara, estão em disputa 35 das 100 cadeiras do Senado. Vista da cúpula do Capitólio dos Estados Unidos. Kent Nishimura / Reuters VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
