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Presidência da COP30 divulga propostas para reduzir duas das principais causas das mudanças climáticas

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Brasil apresenta plano para poluir menos e preservar mais florestas A presidência da COP30 divulgou nesta terça-feira (3), em Brasília, documentos com propostas para reduzir duas das principais causas das mudanças climáticas. O mapa do caminho é uma espécie de roteiro com sugestões para ajudar os países a reduzir o desmatamento e a dependência de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão. Os dois temas estiveram no centro dos debates da Conferência do Clima em Belém, em 2025, mas sem avanços concretos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O presidente da COP, embaixador André Corrêa do Lago, apresentou as propostas antes de passar o comando das discussões para a próxima COP, que começa na semana que vem, na Turquia: “Tudo é implementação com base nas instituições que já existem, nos processos que já existem e naquilo que já foi acordado. As coisas podem melhorar, as coisas podem evoluir, mas não há uma desculpa de ‘ah, precisa de um acordo disso’. Não precisa. Os acordos já estão todos aí. O importante é implementar”, afirma. Presidência da COP30 divulga propostas para reduzir duas das principais causas das mudanças climáticas Jornal Nacional/ Reprodução O documento propõe que países, empresas, estados e municípios avaliem o tamanho da dependência de combustíveis fósseis e tracem um plano de transição. Hoje, o setor de energia responde por 75% de todas as emissões dos gases de efeito estufa no mundo. O mapa do caminho reconhece que cada país tem uma realidade diferente e, por isso, precisa construir a própria estratégia. O documento não faz parte da negociação oficial, e sua adoção é voluntária. A expectativa é que ele estimule o debate sobre como reduzir as emissões sem paralisar o desenvolvimento das economias. O ministro do Meio Ambiente disse que, mesmo com o aumento da exploração de petróleo no Norte do país, o Brasil precisa ampliar a oferta de energia limpa. “Não existe perspectiva, no curto prazo, de se abandonar o uso de combustíveis fósseis, infelizmente. A nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo e avança para se tornar mais limpa ao longo das próximas décadas. Mas tem essa perspectiva de um potencial, de um recurso natural que ainda é extremamente importante”, diz João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente. O mapa do caminho para combater o desmatamento, responsável por 11% das emissões globais, defende mais recursos para preservar as florestas. Segundo a ONU, esse financiamento precisa chegar a US$ 300 bilhões por ano até 2030. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

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