Polícia dos EUA prende 17 funcionários da Disney e da Universal suspeitos de crimes sexuais contra crianças, diz TV
Disney corta empregos em meio à crise REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo Treze funcionários da Disney e quatro da Universal Studios estão entre os 281 suspeitos presos durante uma operação de combate ao tráfico de pessoas e a crimes sexuais contra crianças no condado de Polk, na Flórida, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada na sexta-feira (30) pelo escritório do xerife local, segundo a CBS News. O xerife Grady Judd explicou que a operação conjunta durou sete dias e teve como objetivo identificar e prender pessoas que procuravam crianças para praticar atividades sexuais ilegais. A ação também investigou casos de tráfico de pessoas. De acordo com Judd, 31 dos suspeitos viajaram até o condado com a intenção de manter relações sexuais com menores de idade. Além dos funcionários dos parques temáticos, 32 suspeitos eram imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos. Até o momento, 16 deles foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE, na sigla em inglês), órgão responsável pela fiscalização migratória no país. O xerife também informou que 24 dos suspeitos levaram armas de fogo aos encontros e que nove estavam em liberdade condicional, ou seja, cumpriam pena fora da prisão, mas ainda precisavam seguir determinadas regras impostas pela Justiça. Disney planeja milhares de demissões e cobra redução de 20% nos custos Agora no g1 Casos chamaram a atenção das autoridades Durante a entrevista coletiva, Judd destacou alguns dos casos identificados na operação. Um dos presos é o treinador principal do time de futebol americano Davenport Titans, da Flórida. Ele trabalhava com crianças de 11 a 14 anos e, segundo o xerife, acreditava que viajaria para encontrar uma menina de 14 anos. Outro suspeito estava na ativa na Marinha dos Estados Unidos. Um ex-funcionário da Disney também foi preso. Segundo Judd, ele já havia trabalhado como personagem do Mickey Mouse e tinha fetiche por fraldas. No momento da abordagem, estava com duas mochilas cheias de fraldas. Outro funcionário da Disney foi detido quando tentava encontrar um investigador disfarçado, que se apresentava como um menino de 13 anos. O suspeito estava com o uniforme de trabalho dentro do carro. Judd afirmou que a Disney colaborou com as autoridades durante a investigação e informou que os funcionários envolvidos já foram demitidos. Em entrevista coletiva, o xerife classificou os casos como extremamente preocupantes e afirmou que operações disfarçadas são necessárias para identificar pessoas que tentam se aproximar de crianças com objetivos sexuais. Procuradas pela CBS News, tanto a Disney quando a Universal Studios não se posicionaram.
