Quem era a filha de brasileiros que atuava como copiloto em avião que caiu na Flórida
Queda de avião deixa 9 mortos na Flórida Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era filha de brasileiros e havia conquistado a licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de tirar a carteira de motorista. A jovem atuava como copiloto do avião particular que caiu no domingo (1º), em Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, deixando nove mortos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A identidade da jovem foi confirmada ao g1 por Stéfany Corteletti, prima de Nathalia. A paixão pela aviação já havia levado Nathalia a ganhar destaque na imprensa americana em 2023, quando foi entrevistada pela emissora CBS12 News após conquistar sua licença de piloto particular. Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida. Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copiloto do avião que caiu na Flórida e deixou nove mortos. Reprodução/Redes sociais Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões. “Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora. O interesse pela aviação começou cedo. Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha. A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular. Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço. A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio. Em entrevista à CBS12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro. “Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse. Nathalia Filgueiras compartilha registro dentro da cabine de um avião nas redes sociais. Reprodução/Redes sociais Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. Reprodução/Redes sociais Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano. Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares. Nas redes sociaisela também compartilhava conquistas profissionais e registros de sua rotina na aviação. Na postagem, ela aparece na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento. “Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu ao comemorar a conquista. Em publicação de março de 2026, Nathalia Filgueiras comemorou uma conquista como piloto em comando Reprodução/Redes Sociais Nathalia Filgueiras aparece nos controles de uma aeronave durante voo, em imagem compartilhada nas redes sociais. Reprodução/Redes sociais A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. Reprodução/Redes Sociais Últimos momentos antes da queda Um áudio da comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo registrou os momentos que antecederam a queda do avião. Na gravação, uma voz feminina relata problemas com gelo e turbulência durante o voo. Pouco depois, a tripulante declara emergência e informa que o avião estava perdendo altitude rapidamente. “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, diz a mulher. 🔎 O Mayday é uma chamada internacional de socorro utilizada em situações de emergência grave, quando uma aeronave precisa de assistência imediata. Na sequência, a tripulante informa que o avião estava em uma condição de velocidade excessiva e perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés (cerca de 6 km) por minuto. Em seguida, uma das falas mais dramáticas da gravação: “Vamos bater no chão”. Em outro trecho, a mulher grita: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”. Ainda não há confirmação de que a voz feminina registrada no áudio seja de Nathalia. O Learjet 60 havia decolado de Austin, no Texas, às 9h36 do horário local (12h36 em Brasília), com destino às Bahamas. O avião caiu às 12h50 (16h50 em Brasília), em uma área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach. O impacto provocou uma explosão, abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela região. As causas da queda ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). O NTSB realizará uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2), às 15h (horário de Brasília), para apresentar informações sobre a investigação. Segundo o NTSB, a coletiva abordará os procedimentos da investigação e as atividades previstas para os próximos dias no local do acidente. Especialistas apontam que a formação de gelo e a turbulência podem ter contribuído para o acidente, mas ressaltam que ainda não há uma conclusão sobre o que provocou a queda. *Reportagem em atualização
