Dono de frigorífico notificado pelo Ministério da Justiça nunca proibiu a entrada de cliente por motivo político e se posiciona de maneira provocativa e bem-humorada, diz defesa
Justiça ordena que frigorífico retire anúncio com frase polêmica O dono do frigorífico de Goiânia que foi notificado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por um anúncio com uma frase polêmica, dizendo que petistas não eram bem-vindos no local, disse que nunca impediu a entrada ou recusou atendimento ou discriminou qualquer consumidor por motivo político. Leandro Batista da Nóbrega afirmou, ainda, que sempre se posicionou "de maneira provocativa e bem-humorada". As declarações foram dadas ao g1 por meio de uma nota enviada pela defesa do empresário, representada pelo advogado Carlos Olivo (leia a íntegra do posicionamento ao final da reportagem). Nela, o empresário alega que suas manifestações ocorreram no "exercício da liberdade de manifestação do pensamento assegurada pela Constituição Federal". O anúncio em questão foi fixado na porta do frigorífico em setembro de 2025. Segundo o ministério, a notificação foi feita agora porque a situação foi incluída em um "pacote" de algumas notificações de casos de abusividades que alguns comércios que podem ter cometido em relação a posicionamento político de consumidores. Cartaz fixado no frigorífico, em 2025, que motivou a notificação do MJSP ao estabelecimento comercial, de propriedade do empresário Leandro Batista da Nóbrega Fábio Lima/O Popular e Reprodução do Instagram/Leandro Batista da Nóbrega O estabelecimento foi notificado na última quarta-feira (28) e tem o prazo de cinco dias úteis para se manifestar. "A Casa de Carnes Frigorífico Goiás foi notificada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para esclarecer se a informação sobre o comunicado que supostamente dizia: 'Petista aqui não é bem-vindo' e 'Não atendemos petistas', seria verdadeira", disse o MJSP em nota. À época do anúncio fixado no frigorífico, o empresário disse que o estabelecimento nunca proibiu ninguém de entrar nas unidades por motivo político, de religião ou futebol e que "todos os clientes são muito bem tratados". Após o ocorrido, o Ministério Público de Goiás acionou a Justiça, que determinou que Leandro retirasse o anúncio. Ao g1, o empresário afirmou que o cartaz foi retirado antes da decisão.
