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Família pede justiça após homem morrer asfixiado ao ser imobilizado por grupo no litoral de SP

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Homem se desespera após morte do pai, entra em surto e morre asfixiado ao ser imobilizado A família de Douglas Pagliuca, que morreu aos 40 anos após ser imobilizado por um grupo de homens em Santos, no litoral de São Paulo, quer justiça pelo crime, que completou três meses. Até o momento, quatro suspeitos foram indiciados e o quinto continua sendo procurado pela polícia. "A pessoa que eu sinto mais falta nesse mundo é ele. Todos os dias, quando a gente acorda, a gente sente falta dele", lamentou a viúva Rafaela Pereira, ao relatar a saudade que ela e a filha sentem de Douglas. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Câmeras de monitoramento filmaram Douglas sendo imobilizado por pelo menos cinco homens na Rua Pedro Ivo, no bairro Embaré, no dia 30 de julho (assista acima). De acordo com a família, a vítima estava em surto por causa da morte do pai, que havia sido enterrado no dia anterior. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, uma vez que testemunhas relataram que Douglas havia se autolesionado, porém, as imagens e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) fizeram a investigação da polícia tomar um novo rumo, e o crime passou a ser investigado como homicídio. "Percebemos que tinha alguns indivíduos que tentaram segurá-lo do surto, só que, na verdade, eles exageraram nessa situação de pará-lo e acabaram matando-o sufocado", explicou o delegado Wagner Camargo Gouveia, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Família de Douglas Pagliuca pede justiça pela morte dele Reprodução/TV Tribuna e Reprodução O grupo permaneceu por aproximadamente 10 minutos imobilizando Douglas, que chegou a ter os pulsos e os tornozelos amarrados. Até o momento, quatro homens foram indiciados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). Os policiais trabalham para identificar o quinto suspeito, que aparece nas imagens usando boné e mochila. Segundo a polícia, ele foi o responsável por imobilizar a vítima com um golpe de mata-leão. Morte de Douglas Pagliuca completa 3 meses; quatro suspeitos foram indiciados Família Douglas Pagliuca, de 40 anos, morreu asfixiado em Santos (SP) Redes Sociais e Reprodução Para a viúva, os suspeitos exageraram na força usada para conter Douglas e, por isso, devem responder pelo crime. A família confia na justiça para julgar os envolvidos. "Ninguém perguntou para ele o que estava acontecendo, se ele precisava de ajuda. Ninguém fez nenhuma pergunta. Foram diretamente para agredi-lo. Foi totalmente agressão. Queremos justiça", afirmou Rafaela. A mãe de Douglas, Sueli Felizardo da Silva, acredita que os familiares ficarão mais aliviados com a identificação do quinto suspeito. "Eu peço às autoridades que identifiquem esse outro rapaz para poder deixar a gente mais sossegado", disse. Segundo Sueli, o filho sempre foi honesto, trabalhador e bom pai. "Ele nunca fez mal para ninguém. E ele não estava fazendo mal pra ninguém. Simplesmente ele estava em um surto que deu porque ele tinha perdido o pai. Meu marido tinha acabado de falecer", disse. Douglas Pagliuca morreu aos 40 anos em Santos (SP) Redes sociais Homicídio culposo De acordo com o delegado Camargo, os suspeitos identificados alegaram que queriam apenas controlar a vítima. "Eles queriam somente neutralizar o surto que estava acontecendo, mas como não têm esse tipo de treinamento, houve um excesso, essa imprudência de todos envolvidos, por isso estão sendo indiciados por homicídio culposo", explicou. Grupo amarrou as pernas de Douglas após imobilizá-lo em Santos (SP) Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região

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