Ministros visitam aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia, após denúncias de ameaças contra indígenas
Ministros visitam aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia Três ministros do governo federal estão em Coronel Sapucaia (MS), neste sábado (31), para acompanhar de perto as denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas. Pela manhã, a comitiva visita a aldeia Taquaperi, na região de fronteira com o Paraguai. A Reserva Indígena Taquaperi abriga mais de 3,3 mil indígenas do povo Guarani Kaiowá e tem aproximadamente 2 mil hectares. Os dados são do Instituto Socioambiental (ISA), que registra a área como demarcada pelo antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em 1928. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O grupo chegou ao estado na noite de sexta-feira (30) e passou a noite em Dourados. Na manhã deste sábado, os representantes do governo saíram da cidade às 8h36, de helicóptero, e chegaram à comunidade por volta das 9h20. Após ameaça de envenenamento da água, indígenas de Tacuru relatam medo e insegurança; veja como vivem as comunidades Participam da agenda o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello. Também acompanham a comitiva as deputadas federais Sonia Guajajara e Célia Xakriabá, além de outros parlamentares de Mato Grosso do Sul. A ideia é ouvir lideranças sobre a situação. Ministros visitam aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia Nádia Nicolau, TV Morena Após a visita à aldeia Taquapery, os ministros devem retornar a Dourados, onde está prevista uma entrevista coletiva. À tarde, o grupo segue para a aldeia Sassoró, em Tacuru, com visita programada para as 14h30. Enquanto os ministros dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos visitam as comunidades, o ministro da Justiça terá uma reunião de trabalho com representantes das forças de segurança pública. Ameaça de envenenar água em Tacuru A visita à aldeia Sassoró, programada para a tarde deste sábado (31) ocorre após a divulgação de áudios atribuídos a dois servidores da Prefeitura de Tacuru em que um dos homens sugere colocar veneno na água consumida pelos indígenas. As gravações circularam nas redes sociais após o resultado do segundo turno das eleições e provocaram medo entre os moradores. Em um dos trechos, um dos interlocutores diz: "Tem que matar essas pragas na água". A prefeitura confirmou que os dois homens são funcionários municipais. Um deles trabalha como motorista de caminhão-caçamba, ligado à Secretaria de Infraestrutura, e o outro atua na área de coleta de resíduos, vinculada ao Meio Ambiente. Os dois foram afastados das funções e são alvo de processos administrativos para apurar a conduta. Os nomes dos servidores não foram divulgados oficialmente. Segundo o cacique da aldeia Sassoró, Ivan Montiel, aproximadamente 98% das casas da comunidade têm água encanada, abastecida por poços artesianos. O relato aumentou a preocupação dos moradores diante da ameaça mencionada nas gravações. O caso também é acompanhado por órgãos federais, entre eles a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União. Força Nacional atua em territórios indígenas A agenda dos ministros em Mato Grosso do Sul faz parte das medidas do governo federal para investigar denúncias de violência contra indígenas e reforçar a proteção das comunidades. A Força Nacional de Segurança Pública já atua nos territórios indígenas. A visita também atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu que representantes do governo fossem pessoalmente às comunidades para acompanhar a situação. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
