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Amiga que presenciou assassinato diz que pecuarista insistiu em encontro com jovem antes do crime

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Irmão que viu jovem ser morta em SP relata como pecuarista 38 anos mais velho a matou Pollyanna Botelho, amiga que presenciou o assassinato de Priscila Lacerda Custodio, disse, em entrevista ao g1 nesta sexta-feira (30), que o pecuarista insistiu com a jovem em encontrá-la pessoalmente para a entrega da caminhonete dele que estava com ela. A empresária, natural de Perdizes, no Alto Paranaíba, foi baleada por João Roberto Bolelli em Rifaina (SP), na noite da última terça-feira (27). Priscila, de 24 anos, foi acompanhada pelo irmão e pela amiga até a cidade paulista para devolver o carro de Bolelli, com quem teve um relacionamento casual, pois estava apreensiva. Quatro dias antes do crime, a empresária tinha relatado à amiga que tinha sido agredida e ameaçada pelo pecuarista de 62 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ela encontrou João Roberto às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), próximo a uma propriedade rural. Antes de se encontrarem, no entanto, Priscila não estava conseguindo localizar o ponto de encontro e Pollyanna sugeriu à amiga que elas deixassem a caminhonete na cidade, para que o próprio pecuarista fosse buscar o carro. A jovem não concordou com a ideia, pois tinha medo que o veículo pudesse ser furtado e, além disso, foi convencida pelo pecuarista a encontrá-lo pessoalmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp "Ele mandou mensagem falando que não tinha como ir na cidade buscar [a caminhonete], porque ele não estava com nenhum automóvel, ele estava a pé. Ele insistiu com ela para que ela fosse até lá", disse ela. Priscila seguia com Pollyanna no carro da amiga e o irmão dela, Geovane Santana, seguia na caminhonete do pecuarista. Ao chegarem no local de encontro, a jovem saiu do veículo e começou a conversar com Bolelli. Os dois começaram a discutir sobre um suposto celular que ele teria dado a ela. Durante o desentendimento, o pecuarista sacou uma arma e atirou em Priscila. Ele fugiu após o crime e é investigado por feminicídio. Na quarta-feira (28), a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do homem. Até a última atualização desta reportagem, o pecuarista não havia sido localizado e era considerado foragido pelas autoridades. Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro por João Roberto Bolelli Arquivo pessoal Amiga diz que pecuarista era 'controlador e ciumento' Segundo Pollyanna, Priscila estava com a caminhonete de Bolelli devido a ameaças que ele tinha feito a ela. A jovem estava com pecuarista em Rifaina, quando foi agredida por ele na sexta-feira (23) e resolveu voltar para Perdizes. O homem, que geralmente a buscava em Minas Gerais para ir para São Paulo e depois a levava de volta para casa, não quis que ela fosse embora. "Ele entregou a caminhonete dele para ela, dizendo que era para ela retornar lá para a Rifaina no domingo, porque senão ele ia dar um tiro na cabeça dela. No domingo ela não foi porque foi domingo de eleição. Na segunda ela também não quis ir. Ela retornou na terça-feira por conta que ele estava ameaçando ela", contou a amiga. A amiga afirma que Priscila e o pecuarista nunca tiveram um relacionamento, mas que tinham encontros casuais. Para o homem, no entanto, a relação era mais do que isso. "Ele queria ter posse dela. Ele queria ter ela só pra ele e não aceitava de forma nenhuma que ela interrompesse qualquer vínculo que existia", contou a amiga. As duas eram amigas há cinco anos e moravam na mesma rua em Perdizes. Pollyanna, que é manicure e tem 31 anos, sabia do contato que a amiga tinha com o pecuarista há cerca de cinco meses. A amiga, porém, não sabe quando e como os dois se conheceram. Segundo ela, a jovem já tentava terminar a relação casual há meses, desde quando começou a namorar Samuel Ramos, que era o atual companheiro dela. "Só que ele [o pecuarista], com a pressão psicológica que ele fazia, ela acabava cedendo em algumas coisas por medo, por ameaças. Mas desde quando ela conheceu o Samuel, ela já não queria mais envolvimento nenhum", afirmou Pollyanna. "Ela continuou porque ele estava fazendo chantagem emocional com ela. 'Se você não vier me ver, eu vou acabar morrendo, porque eu estou muito doente, você tem que vir me ver. Eu dou para você o que você quiser, mas vem, por favor, cuidar de mim'. Ela não estava indo [até Rifaina] porque ela estava com ele, até porque eles não estavam juntos, nunca estiveram de verdade. Mas, ele fazia essa chantagem emocional para que ela pudesse ir ver ele." Pollyanna acompanhou a amiga até Rifaina e presenciou o assassinato dela Arquivo pessoal/Pollyanna Botelho Priscila planejava comprar casa com o namorado Priscila Lacerda planejava comprar uma casa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para morar com o atual namorado Samuel Ramos, de 26 anos, segundo o relato dele ao g1. A jovem, que estudava de forma remota marketing digital e fotografia, era conhecida pelos amigos e familiares como uma pessoa dedicada e trabalhadora. Segundo Samuel, a empresária já tinha terminado a relação casual com Bolelli quando os dois se conheceram. O homem, no entanto, não aceitava que ela se relacionasse com outra pessoa e chegou a contratar um detetive para segui-la, de acordo com o relato dele. Ele e Priscila namoravam desde junho e moravam juntos há cerca de um mês em Perdizes. O casal se aproximou através da mãe dele, a psicóloga Fabyana Oliveira, que era amiga e cliente da jovem. LEIA MAIS: Homem que estuprou amiga tentou impedir que ela denunciasse o crime Trabalhador ouve gritos, pula muro e salva mulher de tentativa de feminicídio Mãe é esfaqueada na cabeça ao defender filha de ataque do ex Priscila era empresária da área de marketing digital e também trabalhava como videomaker. Nas redes sociais, a jovem compartilhava os diversos trabalhos que fazia com lojas, casamentos e clientes. "A Priscila era uma pessoa maravilhosa, cheia de sonhos e projetos. Cheia de vida! Uma vida que foi ceifada por um homem malvado", contou Fabyana ao g1. A jovem também tinha muitas metas e não media esforços para alcançá-las, conforme o relato do namorado. Priscila e Bolelli tinham uma relação casual desde o final de 2025, segundo Samuel. O pecuarista, no entanto, perseguiu a jovem após ela tentar terminar o relacionamento. "Ele perseguia ela, porque ele se apaixonou por ela. Ela tinha rompido esses encontros esporádicos e ele não aceitava de maneira alguma. [...] Ele ameaçava ela, dizia que se ela não fosse ser dele, não seria de mais ninguém. Ele disse que ia dar um tiro na cabeça dela", afirmou o namorado. Priscila Lacerda e Samuel Ramos; jovem de Perdizes morta por pecuarista em SP Arquivo pessoal/Samuel Ramos Crime foi presenciado pelo irmão de Priscila Priscila foi acompanhada pelo irmão e por uma amiga até Rifaina (SP) para devolver o carro de Bolelli, pois estava apreensiva. No local, houve uma discussão entre os dois envolvendo um celular que ele teria dado a ela. O irmão da vítima contou à polícia que a jovem disse que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento. Durante o desentendimento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila. Ele fugiu na mesma caminhonete que a vítima tinha devolvido. Ao g1 Ribeirão e Franca, a defesa de João disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele. Priscila foi velada e sepultada em Perdizes, também na quarta-feira (28). Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime Câmera de segurança Agressão e ameaça dias antes Em depoimento à polícia, a amiga de Priscila que a acompanhou até Rifaina contou que a jovem mantinha um relacionamento casual com Bolelli desde julho. Segundo a testemunha, Priscila relatou ter sido agredida pelo pecuarista na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A amiga afirmou que viu as lesões apresentadas pela jovem. Priscila também teria contado à amiga que Bolelli havia ameaçado dar um tiro na cabeça dela e contratado pessoas para monitorá-la. O pecuarista, ainda segundo o relato, acreditava que a jovem estivesse envolvida com outro homem e dizia que não permitiria que ela retornasse a Perdizes. A amiga também disse à polícia que, diante das ameaças, orientou Priscila a não ir sozinha a Rifaina e, por isso, ela e o irmão da vítima decidiram acompanhá-la na devolução da caminhonete. O irmão contou à polícia que recebeu uma ligação da jovem pedindo companhia para a viagem. Durante a conversa, percebeu que Priscila estava apreensiva e teve a impressão de que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada. Priscila Lacerda era empresária da área de marketing digital Arquivo pessoal VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo

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