Projeto em hospital do interior de SP transforma pacientes de hemodiálise em modelos por um dia: 'Uma celebração à vida'
Projeto em hospital do interior de SP transforma pacientes de hemodiálise em modelos Pacientes do SUS que fazem hemodiálise no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), tiveram a oportunidade de deixar a rotina de tratamento um pouco de lado e assumir o papel de modelos por um dia. Nesta sexta-feira (30), 17 pessoas participaram de um desfile de primavera organizado no saguão do hospital, com direito a produção de cabelo e maquiagem, roupas especiais, música e premiações. A iniciativa chegou à segunda edição e foi realizada em referência à chegada da primavera. A proposta é proporcionar um momento de descontração e valorizar a autoestima dos pacientes, que passam por sessões frequentes de tratamento. "É um evento muito bacana, diferencial mesmo para os nossos pacientes que fazem hemodiálise, que já é um tratamento árduo, rotineiro. Então a gente sempre tenta trazer algo diferente para eles", explicou a assistente social Aliandra Campos, responsável pela organização junto à equipe do serviço social. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp As roupas foram conseguidas por meio de parcerias. Voluntários também participaram da preparação dos pacientes, ajudando com os cabelos e a maquiagem. Cada participante teve uma música escolhida de acordo com seu perfil para acompanhar a entrada na passarela. A programação contou ainda com a escolha de Miss Primavera e Mister Primavera. Os vencedores receberam faixas entregues pelo diretor do hospital, e os participantes ganharam presentes ao final do desfile. Projeto em hospital do interior de SP transforma pacientes de hemodiálise em modelos por um dia: 'Uma celebração à vida' Divulgação Momento de descontração em meio ao tratamento O evento foi pensado para pacientes que enfrentam uma rotina intensa. A hemodiálise costuma ser realizada três vezes por semana, com sessões de aproximadamente quatro horas. Alguns participantes chegaram a sair da máquina e se preparar para desfilar. "Os pacientes têm uma rotina de tratamento três vezes na semana, quatro horas sentado numa máquina, então eles acabam ficando muito limitados. O intuito desse desfile é trazer esse diferencial, trazer leveza, celebração à vida", afirmou Aliandra. Segundo a assistente social, a participação também é uma oportunidade para que os pacientes se sintam valorizados e percebam que podem viver momentos diferentes da rotina de cuidados com a saúde. Uma das participantes, que tem deficiência visual, surpreendeu a equipe ao pedir para entrar na passarela acompanhada pelo médico responsável pela hemodiálise. "Foi uma surpresa para nós. Os dois entraram juntos, ele foi conduzindo ela pela deficiência, e a felicidade dela foi em dobro, por estar desfilando e por estar na presença do médico", contou Aliandra. Depois de cada apresentação, os pacientes também podiam falar ao público. Alguns aproveitaram o momento para agradecer e acabaram se emocionando, segundo a assistente social. "Tem alguns que choram. Quando eles vão falar, agradecer, eles se emocionam, aí fazem todo mundo chorar. Mas você vê que é uma emoção de alegria mesmo", relatou. Família e confraternização Os familiares também foram convidados a acompanhar o desfile. Um paciente que está internado em outra ala do hospital desceu para assistir ao evento e, no final, pediu para participar da passarela para fazer um pedido de casamento à companheira. Ao término da programação, pacientes, familiares e funcionários participaram de um coquetel de confraternização. Esta foi a segunda edição do desfile, realizado também em outubro do ano passado. A equipe pretende manter a iniciativa nos próximos anos e promover outras atividades de integração ao longo do ano, como bingo, festa junina e comemorações de Natal. "Eu costumo dizer que nós somos uma família, porque eles passam a maior parte do tempo aqui conosco. Então, por que não trazer um momento alegre, colorido, com muita música? Isso faz uma grande diferença", afirmou Aliandra. O Hospital Frei Galvão atende atualmente cerca de 60 pacientes de hemodipelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
