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Sistema Cantareira: depois de 1 ano e 4 meses, volume de água do reservatório passa dos 50%

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Nível do Sistema Cantareira, na Grande SP Reprodução O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo, ultrapassou a marca de 50% do volume útil na quinta-feira (29), ao atingir 50,10%. O nível voltou a ficar acima desse patamar após mais de um ano e quatro meses, já que em 17 de junho de 2025 o sistema estava exatamente com 50% da capacidade de armazenamento. Já nesta sexta (30), o volume útil registrado é de 50,77%. Os dados da Sabesp mostram que o Cantareira passou a ficar abaixo dos 50% em 18 de junho de 2025, quando marcou 49,8%. Apesar da recuperação, o sistema ainda não alcançou a faixa de operação considerada normal pela Agência Nacional de Águas (ANA), que exige volume útil acumulado igual ou superior a 60%. Com o nível de 50,77%, o Cantareira permanece na faixa de atenção, que abrange volumes iguais ou superiores a 40% e inferiores a 60%. 🔎 O Sistema Cantareira é composto por seis represas principais: Jaguari, Jacareí, Atibainha, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras. Os reservatórios Jaguari, Jacareí e Atibainha ficam no Vale do Paraíba e na região bragantina. O sistema havia registrado um nível bem mais baixo no início deste ano. Em 14 de janeiro, o volume útil chegou a 19,3%, patamar enquadrado na faixa especial de operação, definida para volumes inferiores a 20%. Na metade de outubro, o manancial já havia apresentado uma recuperação. No dia 14, o volume útil chegou a 44,3%, o maior nível dos 15 meses anteriores. Faixas de operação A Agência Nacional de Águas estabelece cinco faixas de operação para o Sistema Cantareira, de acordo com o volume útil acumulado. A classificação determina em qual condição de armazenamento o manancial se encontra. Confira os níveis estabelecidos pela agência: - Faixa 1 — Normal: volume útil igual ou superior a 60%. - Faixa 2 — Atenção: volume útil igual ou superior a 40% e inferior a 60%. - Faixa 3 — Alerta: volume útil igual ou superior a 30% e inferior a 40%. - Faixa 4 — Restrição: volume útil igual ou superior a 20% e inferior a 30%. - Faixa 5 — Especial: volume útil inferior a 20%. Chuvas no Cantareira A recuperação do nível do manancial ocorre após um período de chuvas expressivas registrado em setembro. O volume acumulado de chuva no sistema naquele mês foi de 192,8 milímetros. Em 14 de setembro, a cidade de São Paulo já havia registrado 253,8 milímetros de chuva, representando o setembro mais chuvoso da história da capital paulista desde 1943, início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O instituto considera dias com chuvas aqueles que registraram volume igual ou superior a 1 mm. Segundo o Inmet, o volume acumulado nos primeiros 14 dias de setembro deste ano já supera o recorde anterior, registrado em 1983, quando foram contabilizados 243,1 milímetros. A diferença entre os volumes dos dois anos, no entanto, pode diminuir nos próximos dias. Além disso, a maior sequência de dias com chuvas, considerando apenas os meses de setembro, foi de sete dias e ocorreu duas vezes, sendo uma delas neste ano. De 8/9/1967 a 14/9/1967 e de 1º/9/2026 a 7/9/2026. A sequência atual é de seis dias (de 9/9/2026 a 14/9/2026). A maior sequência de dias consecutivos com chuvas na estação de medição do Mirante de Santana, considerando todos os meses de toda a série (1961-2026), foi de 15 dias, e ocorreu entre 10/2/1970 e 24/2/1970. Sistema Cantareira ainda tem desempenho inferior ao esperado e aperto na distribuição de água continua em São Paulo. Pablo Jacob/GESP Sabesp amplia captação no Rio Paraíba do Sul para reforçar Sistema Cantareira

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