Leïla Slimani: “Quanto mais línguas falamos, mais humanos somos”
“Acredito muito mais num conflito entre classes sociais do que num choque de civilizações, uma ideia que acentua as divisões e alimenta a violência entre os povos. O problema não é a religião nem a civilização. O problema é a desigualdade, a injustiça e a falta de dignidade. É ridículo pensar que não podemos viver juntos”, afirma a escritora franco-marroquina Leïla Slimani, autora do ensaio “Assalto à Fronteira”, uma reflexão sobre língua, identidade e pertença. “A língua pura não existe e essa é precisamente a sua beleza. A língua é talvez um dos últimos espaços abertos do mundo”, sublinha.
