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'Ridículo', 'ofensa', 'olhar para frente': a reação após Flávio fugir, se dizer 'presidente eleito', apagar e falar que é 'líder do Brasil'

newsdepo.com · politics

Carta de Flávio causa mal-estar; oposição pede respeito a resultado A carta divulgada pelo candidato derrotado nas eleições presidenciais, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após fugir do Brasil e seguir para os Estados Unidos provocou críticas no Senado Federal e manifestações de partidos nesta quarta-feira (28). (Veja mais detalhes) No texto, o candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial disse não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito". Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e descumpriu uma ordem judicial para entregar os passaportes e não deixar o país. 🔎Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder". As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e contrastam com a confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça. Depois, Flávio Bolsonaro apagou a primeira versão da carta e publicou outra, na qual retirou as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" e passou a se definir como "líder do Brasil" e "líder". Primeira versão da carta postada por Flávio em uma rede social se chamava de 'presidente eleito' Reprodução/X Reação no Senado No plenário do Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou a contestação como "ridícula" e afirmou que o resultado eleitoral já foi reconhecido por aliados do candidato derrotado. "A gente precisa, de uma vez por todas, encerrar no Brasil esse circuito ridículo. [...] É ridículo, o candidato a presidente derrotado, o partido reconheceu, o irmão dele estará aqui com a gente em fevereiro, eleito senador. Os governadores ligados ao candidato derrotado reconheceram. Isso não faz sentido. Causa um prejuízo imenso para o Brasil este tipo de situação", afirmou. "Sabemos que o presidente eleito pela quarta vez foi Lula", acrescentou. Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, afirmou que a iniciativa representa uma "ofensa" ao processo eleitoral. "O derrotado nas eleições foge do país, em um processo que mais se assemelha a uma extração, vai para uma potência estrangeira e, de lá, passa a buscar que essa potência estrangeira não reconheça o resultado das eleições do último domingo", afirmou. "Eu achava que eles já tinham ultrapassado todos os limites. Mas isso é uma ofensa a tudo que foi construído neste país nos últimos 30, 40 anos", completou. Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA Eva Marie Uzcategui/Reuters União Brasil e MDB defendem eleição Em nota, o União Brasil defendeu o reconhecimento do resultado da eleição e afirmou que "é hora de encerrar a disputa". "A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado", declarou a legenda. "Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", afirmou o presidente nacional do partido, Antonio Rueda. O MDB também divulgou uma manifestação em defesa do resultado. "O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo", afirmou o partido. Também em posicionamento divulgado após a carta, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou compreender a "indignação" de Flávio Bolsonaro, mas defendeu o reconhecimento do resultado. "A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou. Segundo o governador, a oposição deve atuar "dentro das instituições".

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