MPF entra na Justiça por segurança de comunidade tradicional em Cabedelo, na Grande João Pessoa
MPF entra na Justiça por segurança de comunidade tradicional em Cabedelo, na Grande João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco O Ministério Público Federal da Paraíba (MPF-PB) entrou com uma ação na Justiça Federal para garantir segurança na comunidade do Renascer, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. A ação foi ajuízada nesta quarta-feira (28). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com o MPF, atualmente há insuficiência de medidas adotadas pelo poder público no que diz respeito a segurança, comprometendo a proteção das famílias e o exercício de direitos fundamentais, como a livre circulação, a moradia e o trabalho no local. A ação foi proposta contra União, estado da Paraíba, município de Cabedelo, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Conforme o órgão, o MPF sustenta que as violações de segurança não decorrem de episódios isolados, mas de um problema estrutural que exige atuação coordenada dos órgãos públicos. O MPF disse que reuniu relatos e documentos que descrevem uma realidade em que o controle criminoso interfere em atos elementares da vida cotidiana. Há ainda, também conforme o órgão, registros de famílias expulsas de suas casas, apropriação de imóveis, ameaças, restrições à circulação e monitoramento clandestino de espaços públicos. Agora no g1 Pedidos do MPF Na ação, o MPF solicitou uma série de providências a serem adotadas pelos órgãos responsáveis em uma atuação integrada. Segundo o órgão, algumas das solicitações são: Plano emergencial de segurança: o MPF pede que a Paraíba apresente e comece a executar, em até 30 dias, um plano para garantir segurança e circulação dos moradores. Reforço da segurança pública: presença policial contínua, retirada de câmeras clandestinas, ampliação do videomonitoramento público e melhoria da iluminação. Proteção social e territorial: fiscalização ambiental e urbanística, apoio às famílias expulsas ou ameaçadas, fortalecimento das atividades tradicionais e melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos. Para entrar com a ação, o MPF jusitificou que durante dois anos tentou resolver os problemas de forma extrajudicial, desde 2024. O órgão disse que eventuais medidas adotadas foram feitas "de forma isolada" e "não suficientes". O que dizem os citados O g1 entrou em contato com todos os órgãos citados pelo MPF, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
