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Alexandre de Moraes autoriza que Valdemar Costa Neto visite Bolsonaro em prisão domiciliar

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Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto Beto Barata/PL/Divulgação O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (28) uma visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. O pedido foi feito por Bolsonaro "em razão da necessidade de diálogo direto" e após Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato à Presidência derrotado nas urnas no último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes conforme determinado por Moraes. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília pela condenação a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país. Em julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político eleitoral até o fim das eleições. A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, sendo que uma das medidas cautelares impostas a ele proíbe a utilização de plataformas, inclusive por meio de terceiros. Flávio Bolsonaro e família desembarcam em Miami, nos Estados Unidos Moraes já negou pedidos de visitas de Valdemar sob argumento de que o presidente do PL ainda continua investigado na trama golpista. Nesta terça (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em uma postagem numa rede social, o chefe do PL afirmou que trataram do futuro e desafios da legenda. "Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil", diz o texto. Flávio deixou o país Flávio Bolsonaro chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a família na manhã desta quarta. Ele deixou o país apesar da proibição do STF. O senador perdeu as eleições no último domingo (25) contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado das eleições foi confirmado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, sem qualquer indício de fraudes. Flávio Bolsonaro é alvo de investigações na Corte. Ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas do jurista e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça. Além disso, o filho do ex-presidente também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

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