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Doca, Pedro Bala, Gardenal, BMW, Grandão: quem são os chefes do CV alvos da megaoperação que seguem foragidos

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O que aconteceu um ano após megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha com 122 mortos Os principais alvos da megaoperação Contenção, realizada em outubro do ano passado nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, continuam foragidos um ano após a ação policial que terminou com 122 mortos – entre eles cinco agentes de segurança. O g1 apurou que chefes e integrantes importantes do Comando Vermelho, como Doca, Pedro Bala, Gardenal e Grandão, seguem vivendo no Complexo da Penha (saiba mais sobre ele abaixo). 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos. Veja outras reportagens: Um ano depois, 33 alvos estão foragidos e chefes vivem na região Relatório de câmeras de PMs indica tortura, ameaças e agressões Antes da operação, o Ministério Público denunciou 69 pessoas. A Justiça aceitou a denúncia e expediu mandados de prisão contra 51 deles. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão para 145 endereços ligados a 54 denunciados. No dia da ação, 99 pessoas foram presas: 17 por força de mandados de prisão e outras 82 em flagrante. Ao menos 33 dos alvos dos mandados de prisão permanecem foragidos. Os dados constam de relatórios oficiais do governo do estado, elaborados com informações da Polícia Civil e enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar contas sobre os resultados da megaoperação. Veja abaixo quem são alguns dos principais alvos da Contenção que continuam foragidos. Principais alvos do CV na megaoperação seguem foragidos Arte/g1 Doca O traficante Doca, em festa de aniversário Reprodução Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, tem 56 anos e é natural de Caiçara, na Paraíba. Ele é apontado como chefe do tráfico de drogas na Penha e a principal liderança do Comando Vermelho em liberdade. Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, ele dá ordens para a expansão da facção no estado, adquire armamento pesado e dita as regras da organização criminosa. Por que Doca é um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro Doca está na região da Penha desde 2016. Atualmente, tem 48 mandados de prisão contra ele, mais de um quarto expedidos após a megaoperação. O Disque Denúncia ofereceu uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua captura. Durante a investigação, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) descobriu a localização da casa de Doca na Penha, conhecida como “Toca do Urso”, e identificou a rotina de segurança do local. Fotos internas da casa de Doca foram incluídas nas investigações da DRE Reprodução Os policiais encontraram mensagens de Washington César Braga da Silva, o Grandão, para um dos homens responsáveis pela proteção da casa. As conversas estavam em grupos de um aplicativo de mensagens chamados “Plantão marcação pai” e “Plantão do pai urso”. Neles, os integrantes da segurança deveriam enviar fotos de portões, becos e pontos de observação para comprovar que estavam posicionados e armados na proteção do entorno da casa. Pedro Bala Cartaz de Pedro Bala no Disque Denúncia Reprodução Apontado pelo Ministério Público como integrante da hierarquia do Comando Vermelho abaixo de Doca, Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, tem 44 anos e é tratado como “chefe” em comunicações internas da facção. Segundo as investigações, ele e Doca dão ordens na região da Penha. A polícia afirma que Pedro Bala também participa de decisões sobre movimentações financeiras e execuções de inimigos da facção. Pedro Bala é o único que tem advogado constituído no processo contra os alvos ligados à cúpula do Comando Vermelho. Ele tem nove mandados de prisão contra ele. Gardenal Gardenal Reprodução Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, é apontado pelas investigações como um homem de extrema confiança da chefia da facção na Penha. Segundo os investigadores, ele coordenou investidas para expandir o domínio da facção em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, em meio a homicídios e disputas territoriais. Gardenal também é apontado como responsável pela compra de fuzis, pelo controle de munições e pelo uso de drones para monitorar a atuação policial em áreas dominadas pela facção. O criminoso Gardenal transmite por videochamada a tortura a um homem arrastado pelas ruas da comunidade Reprodução De acordo com a DRE, ele definia ainda a escala dos criminosos encarregados da segurança da casa de Doca e controlava quem entrava e saía do imóvel. Em mensagens usadas como prova, Gardenal dizia que ninguém deveria entrar armado na casa do chefe, nem mesmo outros traficantes. Neste ano, mensagens atribuídas a Gardenal apareceram em grupos ligados ao Comando Vermelho nos quais policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram ameaçados. Fotos e outras informações sobre os agentes foram divulgadas nesses grupos. Os policiais haviam participado de uma operação na Zona Oeste no segundo semestre deste ano. O caso foi registrado na Polícia Civil. Gardenal tem 18 mandados de prisão contra ele, oito expedidos após a megaoperação. "Grandão" ou "Síndico da Penha" Quem é Grandão, o 'síndico da Penha' que cuida da segurança dos traficantes Washington César Braga da Silva, o "Grandão", também é chamado de "Síndico da Penha". Ele tem 36 anos e é apontado como um gerente geral para cuidar do dia a dia dos criminosos no Complexo da Penha. Grandão, segundo a Polícia Civil, é um responsável direto pela confecção e divulgação diária das escalas de plantão armado nos pontos de contenção, pagamento de integrantes, coordenação de vigilantes nas trincheiras e era o chefe da proteção pessoal do chefe Doca. Traficante Washington César Braga da Silva, o Grandão, chamado de 'síndico da Penha' Reprodução Nas ações de Grandão, cabe a ele emitir comunicados sobre as normas de comportamento até em atividades recreativas na comunidade da Penha. Ele possui cinco mandados de prisão contra ele, sendo 4 após a megaoperação Contenção. BMW Traficante mudou de nome depois de morte por engano de médicos Juan Breno Malta Rodrigues, conhecido como BMW ou Rex, é apontado como integrante da “Equipe Sombra”, responsável por execuções a mando da cúpula do Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele também é chefe do tráfico na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. A polícia afirma que ele treinava futuros integrantes da facção para atirar com fuzis. As investigações indicam que os treinamentos eram realizados na região da Pedreira, no alto do Complexo da Penha, como mostra um vídeo obtido pelo g1. BMW também é apontado como responsável por determinar quem seria levado ao chamado “tribunal do tráfico”, no qual integrantes da facção acusados de falhas ou crimes podem ser punidos com tortura e até mortos. Segundo a investigação, Juan passou a usar o apelido Rex depois de participar, como mandante, da execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, em 2023. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras. Ele tem 16 mandados de prisão contra ele, oito expedidos após a megaoperação Contenção. Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW Reprodução/TV Globo

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