Entrevista ao realizador Fabien Pisani: “Queria que o filme tivesse a simplicidade de uma canção”
Fabien Pisani realizou, durante cerca de 15 anos, Para vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés , um documentário sobre o pai, um dos grandes cantautores da música latino-americana, co-fundador da Nueva Trova. Através de conversas íntimas, canções e memórias, o resultado é um retrato que cruza a intimidade de uma relação entre pai e filho com a história de Cuba e de uma geração que sonhou transformar o mundo. Mas é também um filme sobre a passagem do tempo, a perda e aquilo que permanece. Nesta entrevista ao Expresso das Ilhas, num tempo em que a transformação parece cada vez mais confinada ao indivíduo, Pisani lembra a importância de recuperar o colectivo e a capacidade de imaginar outras formas de viver em comum. “O que nos vai salvar é o amor”, afirma, apontando para a possibilidade de voltar a sonhar juntos. Fabien Pisani Como se faz um documentário sobre alguém que o mundo conhece como uma lenda da música latino-americana, cuja história se cruza com os sonhos e as desilusões da Revolução Cubana , mas que, para si é, acima de tudo, o seu pai? É muito difícil, porque havia sempre a tensão entre contar o filme a partir da intimidade, da minha relação pessoal com ele, e, ao mesmo tempo, através da sua história, do seu canto e também do seu espírito, tentar perceber a história de Cuba. Fazer um pouco uma história cultural daquele momento em que ele se tornou também um símbolo da revolução e das contradições do seu próprio compromisso e do que representou esse sonho. Então, havia sempre esse vaivém entre o registo íntimo e o fresco épico da grande História. A nível pessoal, ele aceitou participar porque não lhe restava outra alternativa. Fê-lo por carinho, por compromisso filial. Mas acabou por se entregar ao projecto e por se entusiasmar com a ideia quando percebeu que, na realidade, o que me interessava era falar com ele de Cuba. Aí, entusiasmou-se. A história de Cuba e a da Revolução eram temas que o apaixonavam. A nível formal, para mim, enquanto realizador, outro desafio era encontrar a distância certa e perceber de que forma eu deveria estar presente na história. Era preciso encontrar o tom e a medida adequados, sem lhe fazer sombra. Ele era o protagonista, a pessoa com um percurso histórico; eu sou apenas o filho que queria conversar com essa história. Desde o início, pensei o documentário como um filme sobre os meus pais. E, quando digo os meus pais, refiro-me também aos pais dos meus amigos, àquela geração. Parecia-me uma geração fascinante, que deu tudo por essa ideia de mudar o mundo. Para mim, é também uma homenagem a essa geração. Uma pergunta que atravessa o documentário é o que resta dos sonhos dessa geração que acreditou que podia transformar o mundo. O filme não encontra uma resposta definitiva. Como é que Pablo lidava com essa memória, entre a utopia e a realidade? Ele não era uma pessoa ressentida. E isso pareceu-me interessante para o perceber como personagem-chave para entender a história de Cuba. Ele falava a partir de dentro, não tinha ido embora. Se acabou por sair de Cuba, foi por razões de saúde, se não nunca iria. E falava sem ressentimento, apesar de ter sofrido, desde a passagem pelos campos de concentração a outras coisas que aconteceram depois. Não é uma pessoa ressentida nem pessimista. No entanto, estava muito desgostado com aquilo que tínhamos feito da Revolução. Entendia que ela tinha sido traída pela ambição pessoal e pela falta de grandeza política, no caso de Fidel Castro, que tanto admirava e que foi fundamental para o seu despertar ético, para o seu pensamento político e para o seu devir revolucionário. Para ele, tudo aquilo era verdadeiro, mas não tinha sido bem feito. Tinha sido muito mal feito. Não se tinha feito com liberdade, com a liberdade de incorporar outras vozes. A Revolução Cubana formou várias gerações. Contudo, quando essas gerações chegaram à idade de assumir responsabilidades profissionais e de participar na gestão do país, trazendo novas ideias e novas formas de compreender o processo revolucionário, nunca lhes foi dada essa oportunidade. Aí, de alguma maneira, a Revolução começou a fracassar. E com a sovietização do país, a nacionalização da economia, a institucionalização da cultura e da censura. Mandela passou quase 30 anos na prisão e, quando chegou ao poder, soube largá-lo. Ou seja, há como que uma grandeza política que, de alguma maneira, faltou em Cuba. Claro que as condições eram diferentes: Cuba é um país a apenas 90 milhas dos Estados Unidos. Isso também se entende. Mas ele não era pessimista. Pensava que as razões todavia ainda aí estão para continuar a sonhar. Tudo isso, não o fizemos bem, mas não quer dizer que haja que abandonar esse sonho e que esse sonho não tenha tido sentido. Era, em geral, um homem positivo, ainda que estivesse, sim, muito desgostoso com a falta de liberdade e com a precariedade da vida em Cuba, sobretudo a partir do momento em que o bloco socialista fracassou e Cuba , e Fidel em particular, não soube encontrar a maneira de reinventar o projecto social e de nação cubano. Chico Buarque deixa no filme a ideia de que, enquanto houve um sonho, se sonhou. Essa ideia parece importante para o filme. Então, é possível reconhecer a beleza de um sonho colectivo sem deixar de enfrentar as consequências do seu fracasso? Sim, sim. Ademais, penso que vivemos actualmente um momento muito reaccionário, mas também um momento com um grande potencial revolucionário. O que acontece é que agora imaginamos qualquer projecto de transformação como um projecto de transformação individual. E a nossa imaginação política estreitou-se. Isso tem a ver com as redes sociais, com a evolução da tecnologia, com a influência do dinheiro, com a forma como a vida está desenhada e organizada. Então, temos dificuldade em pensar no colectivo, mas o colectivo não necessariamente como um projecto comunista, socialista. O que nos vai salvar é o amor, é a nossa capacidade de continuar a partilhar e a viver em comunidade. É isso que nos vai salvar e é isso que temos de defender, independentemente da bandeira. A capacidade de conversar, de estar e ser felizes juntos e de reinventar novas maneiras de estar juntos e de partilhar. É aí que está a luta e a resposta a isso é diferente em Cabo Verde, em Cuba, em países do primeiro mundo, no Brasil, que é quase um continente... as situações são diferentes em cada lugar. Há uma outra dimensão num documentário que foi filmado durante 15 anos. Quando o projecto começou, em 2009, acabou por registar também a passagem irreversível do tempo no seu pai, que terminou, como em todos, com a sua morte. Que impacto teve a morte do seu pai no filme? Como encontraste uma forma de lidar com sua perda, ao fazeres essa montagem? A consequência mais importante da sua morte foi íntima, pessoal. Ter de fazer a montagem, vendo-o todos os dias e ouvindo as suas canções, era extremamente doloroso, como podes imaginar. Ao mesmo tempo, fui percebendo, pouco a pouco, que era um privilégio, uma sorte muito bonita que eu tinha: continuar a conversar com ele. Isso a nível pessoal. A nível do filme em si e do desafio de contar a história, na verdade, quando se está a editar ou a trabalhar um livro, uma obra, uma sinfonia, seja o que for, é muito difícil parar. De alguma forma, a morte dele acabou por colocar o ponto final no filme. Quando morreu, ainda tínhamos algumas entrevistas pendentes. Ele era um homem muito púdico e não entendia que se falasse necessariamente da família e da intimidade de forma directa, e não de maneira figurada ou poética, como fazia nas canções. Levou-lhe tempo a entender. Estava previsto fazer essas entrevistas nesse momento em que ele já começara a falar naturalmente da família e também de mim. Eu tinha preparado uma série de perguntas diferentes. Havia outra conversa que ainda não tínhamos conseguido ter e que acabou por não acontecer. A morte dele obrigou-me a trabalhar com o que tinha, e tinha, claro, muito. A nível de compromisso, também era importante terminar o filme. Ele não a pode ver, que era uma pergunta com que abre o documentário, se é para a ver … A nossa relação com a morte de alguém que amamos é completamente irracional. Eu sabia que ele estava debilitado, mas estava convencido de que ia durar muito mais tempo, de que íamos continuar a caminhar juntos. O título junta duas referências centrais da obra do seu pai: a canção Para vivir e El tiempo, el implacable, el que pasó . Porque escolheu este título? Nasceu primeiro das canções ou foi o próprio filme, à medida que o construías, que te levou a perceber que eram essas as músicas que o podiam resumir? O título surgiu primeiro como uma hipótese de trabalho, mas acabou por ficar. Há duas ideias essenciais, que são duas obsessões na sua poética e no seu pensamento: a passagem do tempo e o amor. Ele escreveu canções como Para vivir quando tinha 20 e poucos anos, muito jovem, e já estava profundamente angustiado com aquilo que o tempo faz, com o que se perde, com o que escapa. E também com o que isso faz nas relações humanas e na morte. Esse tema acompanhou-o desde muito cedo. Mis veintidós años , uma das primeiras canções, que fala disso. A morte e o drama amoroso, o drama humano. No filme diz que os momentos que mais o dilaceraram foram as suas separações amorosas. Foi o mais difícil para ele. Mas o título também tem a ver com aquilo que dizia no início: o seu optimismo. Não ser uma pessoa ressentida. Muitas pessoas que sofreram incompreensões ou foram presas em Cuba acabaram por sair do país e radicalizaram-se, ficando com ressentimento, com razões, seguramente. Isso tem a ver com a estrela de cada um, com o espírito de cada um. Pablo sai do campo de concentração e incorpora-se no movimento revolucionário sem nenhum ressentimento, e não por oportunismo: fá-lo por convicção. E é uma pessoa que teve muitas dificuldades na vida desde a infância: era negro, um menino pobre, numa cidade pequena do oriente de Cuba, abandonado pelo pai, e a mãe leva-o e os seus quatro irmãos para Havana, quando tinha seis, sete anos. Tem de trabalhar, a mãe morre e teve de assumir responsabilidades muito cedo. Vai a concursos de canto na rádio e na televisão e começa a ganhá-los. Aos 15 anos, já sustentava a família e era músico profissional. Atravessou todos esses obstáculos, depois a prisão, o campo de concentração e as 30 operações a que foi submetido, sem nunca perder o amor pela vida. E nunca assumiu a vida como uma vítima, nem se colocou na posição de vítima por ser negro. Era um humanista. É consciente do problema negro em Cuba, a nível social, a nível cultural, mas nunca fala do negro como vítima; entende que os homens são todos iguais, o que, infelizmente, não é assim. Mas pensa-o a partir do humanismo. Impôs-se sempre a todas essas dificuldades que a vida lhe foi pondo em cima, da sua saúde, da sua sorte, fosse raça, dinheiro, incompreensões políticas, administrativas ou institucionais em Cuba, o que fosse. Resolveu tudo isso com amor, não com ressentimento. Uma mensagem interessante. É por aí que vai o título, a um nível universal: a história de um homem, que navega pela vida a tentar ver sempre o lado bom, e a construir, apesar desse tempo implacável, que é um tempo cheio de contradições, traições e conflitos. Era uma época muito complicada, em que havia que tomar partido, escolher um lado e ter um discurso. Havia uma versão preliminar do filme com três horas, que depois foi reduzida. Quando se faz um trabalho deste tipo, é quase tão importante decidir o que entra como aquilo que se deixa cair. O que orientou as suas escolhas? O filme é como um ente e tem o seu próprio coração, vai traçando o seu próprio caminho, com o seu próprio biorritmo. A vida de qualquer pessoa, e a dele em particular, daria para muitos filmes. Há muitas coisas que ficaram por contar e que certamente serão contadas. Mas, é o próprio filme que vai indicando o que deve ficar de fora, à medida que o vamos compreendendo. Por exemplo, a primeira versão era mais política e pareceu-me que não era necessário aprofundar tanto essa dimensão. Eu tinha a ideia de fazer um filme sobre Cuba, os anos 70, que eram complexos politicamente, mas isso complexificava, enredava o filme de uma maneira que, de alguma forma, traía a simplicidade que o filme pretendia: a simplicidade de uma canção, que se desenvolvesse com a naturalidade e a lógica de uma canção, ou de um poema. Era isso: como torná-lo mais simples. Falando de si. Nasceu em Cuba, vive desde 2018 no México, e também foi músico, e compositor antes de se dedicar ao cinema. O que o levou a mudar de linguagem, da música para as imagens? Com o passar dos anos, percebi que me afastei da música, em grande medida, também por causa da dor da separação dos meus pais. Vivi 16 anos com o meu pai, que sempre foi muito importante para mim. Creio que no fim deixei a música um pouco por isso. E, entretanto saí de Cuba, sem decidir deixar a música, e fui estudar filosofia para Paris. A decisão de fazer cinema tem a ver com um momento em que estava a fazer um doutoramento em filosofia em Paris e comecei a perguntar-me seriamente que relação queria ter com o conhecimento. Queria fazer parte da academia, da administração do saber, ou queria ter uma relação dramática com o saber, no sentido criativo? Uma relação que me permitisse contar histórias. Escolhi esta segunda via. Poderia ter escolhido a outra, mas optei por criar e contar, e escolhi o cinema, nem sei bem porquê. É o que faço agora. As coisas que faço continuam a ter muito a ver com a música, mas não só. Estou a escrever várias coisas que não têm a ver… Mas a música é chave na maneira como entendo as relações pessoais e como leio o mundo. Antes de Para Vivir , realizou En La Caliente , sobre o regatón em Cuba. São gerações diferentes, mas são dois filmes que tentam compreender o país através da música. Há sempre uma relação com a música... Até agora, sim. Mas o meu próximo filme nem sequer se passa em Cuba. É sobre a insurreição, sobre a guerrilha, num lugar da América Central, num determinado momento no tempo. Tenho lido diários de guerrilheiros de África, da América Central e da América do Sul. Estou a construir uma história que não é musical. Penso na forma também musicalmente, mas a música não é o tema, nem há uma personagem que seja músico ou algo do género. É um documentário ou é ficção? É documental e ficção, e parte de uma frase de Chico Buarque: «Mientras hubo un sueño, se soñó» [Enquanto houve um sonho, sonhou-se] - não devemos envergonhar-nos disso. O filme chama-se Mientras el sueño . Voltando a Para Vivir , é um documentário que já foi apresentado em vários pontos do mundo. Na América Latina, Pablo Milanés é muito conhecido, mas como tem sido recebido pelos outros públicos? O filme tem passado por festivais – estive presente em uns quantos - e vai haver distribuição em salas de cinema. Estive no Chile há cerca de um mês e o filme ainda continua nas salas de cinema. Agora, vai estrear em Espanha. O que mais me surpreende na reacção do público é as pessoas agradecerem-me por ter feito o filme. Estão gratas por existir este documento sobre aquela figura e aquele tempo, contado a partir da intimidade e do amor. O filme atravessa questões políticas, mas não parte de uma reivindicação política: parte de um olhar pessoal, afectuoso e íntimo. Então, foi isso que mais me surpreendeu na reacção do público, algo que não esperava: que as pessoas me digam ‘obrigado, muito obrigado’. Aconteceu na Colômbia, no Chile – e no Chile a recepção foi particularmente emocionante. As pessoas dizem: ‘é um filme sobre a minha família, é sobre mim, sobre nós’. É um filme que leva as pessoas a falar de um “nós”. Isso é bonito. Fazer um filme é extremamente difícil. São muitos anos, muito tempo, um percurso que não se faz sozinho, mas em que muitas vezes nos sentimos muito sós. Também é muito difícil conseguir distribuí-lo e fazer com que seja visto. Por isso, quando as pessoas que o vêem, sejam quem for, sejam muitas ou poucas, se emocionam, agradecem e partilham comigo o que sentiram, já valeu a pena todo o tempo e esforço. O documentário não foi incluído na programação oficial do Festival de Cinema de Havana, em 2025, e acabou por ser exibido na embaixada da Noruega. Como recebeu essa decisão? E o que significa para si conseguir mostrar o filme ao público cubano, apesar da censura que possa ter havido? Oficialmente não é censura, porque um festival arroga-se o direito de aceitar um filme ou não. A mim ninguém, nenhum funcionário em Cuba, me disse porquê, me deu uma razão, e nunca me respondeu. Evidentemente, trata-se de uma censura solapada. Não lhes interessa que esse filme seja exibido em Cuba, mas isso não é mais do que uma confissão, de alguma maneira, da sua incapacidade para ver o seu complexo. Em primeiro lugar, é muito triste que alguém se coloque no meio de uma história como esta, sobre uma pessoa tão querida em Cuba e tão importante para muita gente e para o seu público. Ainda por cima com um filme feito sem artifícios nem golpes baixos. As coisas que se dizem no documentário foram ditas pelo próprio Pablo muitas vezes, e de maneira muito mais eloquente e incisiva. E essas coisas, as que possam incomodar, di-las toda a gente em Cuba, todos os dias, nas suas casas. Por isso é uma estupidez. Primeiro é muito triste e, segundo, é perfeitamente estúpido, porque não entendem que é importante sermos capazes de assumir a nossa história e de conversar sobre a nossa história, porque é a maneira de pensar também o futuro próximo. Temos de ser capazes de ter essas conversas difíceis, sobretudo quando partem da história de alguém tão importante para a cultura cubana e tão querido pelo público. Fica a tristeza, a frustração de que não se veja em Cuba. Não é normal que alguém que tem poder o use de uma maneira tão torpe e sem inteligência para pensar e viver Cuba. Em Cuba há uma grande falta de imaginação política. Não sabemos, perdemos a iniciativa no discurso, no relato, na gestão do país, na imaginação do projecto de Nação. Essa censura não é mais do que uma prova disso: somos incapazes de pensar a nossa própria história e de a assumir. O filme chega agora a Cabo Verde, um país com ligações históricas a Cuba – em Cabo Verde temos muitos médicos cubanos, e há muitos cabo-verdianos que estudaram em Cuba - mas muitos poderão desconhecer Pablo Milanés e a própria história de Cuba. O que gostaria que esse público levasse consigo depois de ver Para vivir ? Antes de mais, conheço Cabo Verde. Tive uma mulher cabo-verdiana. Fui feliz em Cabo Verde, gosto muito do país e estive em várias ilhas. Dá-me muita alegria regressar a Cabo Verde com o meu trabalho. Emociona-me que a história chegue a África, embora África seja muito grande, mas simbolicamente, que chegue por aí. Cabo Verde recebeu médicos e outros profissionais e agora alguém de Cuba traz um filme sobre uma figura e uma história como esta. Tenho muito orgulho em fazer parte dessa ponte. E de Cabo Verde o que nos chega a nós, além de estudantes, são furacões [risos]. Mas é bonito que esses caminhos se percorram entre Cuba e Cabo Verde. Que não se percam esses contactos e que haja circulação entre os dois países, para mim isso é grandioso. Quanto ao que espero que o público cabo-verdiano encontre no filme… não sei. Depende da forma como o vai receber. Espero que se emocione, que goste do filme e que este o ajude a compreender melhor Cuba. A apresentação do filme contará também com actuações de Mário Lúcio e Mayra Andrade… É uma honra, é maravilhoso. O facto de terem aceitado participar e defender o filme perante o seu público, prestando homenagem a esta figura da canção latino-americana, é muito especial. A família está também muito emocionada. E, do programa, consta também uma conversa com estudantes da UNICV. Sim, e isso também me dá muito prazer. Gosto muito do encontro com o público e também com jovens estudantes , a quem possa provocar com esta história e com o meu trabalho em particular. Agradeço essa oportunidade. O programa está perfeito.
