Governo trabalha na criação de uma reserva estratégica de água para reforçar capacidade de resposta do país
O anúncio foi feito durante o debate com o Primeiro-ministro sobre “Transparência e Governação”. “As dificuldades no abastecimento exigem investimentos estruturais e soluções duradouras. Iniciamos intervenções e investimos estrategicamente para reforçar a capacidade de dessalinização na cidade da Praia e na Calheta de São Miguel. Estamos também a trabalhar na criação de uma reserva estratégica de água, na melhoria do controlo da qualidade e no aumento da reutilização para reforçar a capacidade de resposta do país”, disse. Tendo em conta a sua importância para a agricultura, o Primeiro-ministro apontou que o Governo avançou com o programa de cultivo protegido, com investimento de 90 milhões de escudos de apoio direto aos agricultores. “Estamos também a investir na micro irrigação, na mobilização de água e na melhoria das condições de produção agrícola. As chuvas que Cabo Verde recebeu representam uma oportunidade importante”, discursou. Neste sentido, o governante considera que é preciso criar condições para aproveitar melhor os recursos hídricos disponíveis. “Isso significa apoiar os agricultores, aumentar a produção nacional, melhorar o abastecimento dos mercados e contribuir para reduzir o custo de vida das famílias”, apontou. Nas pescas, argumentou que o Governo está a melhorar as infraestruturas, o acesso ao gelo e as condições de comercialização para valorizar o trabalho dos pescadores e fortalecer a sua atividade. Na justiça, prosseguiu, o Governo avançou com a digitalização das comarcas do país para tornar os serviços mais eficientes e acessíveis. “E na segurança, estamos a preparar o alargamento do programa Cidade Segura e o reforço da Polícia Nacional para melhorar a capacidade de prevenção e resposta às necessidades das populações”, anunciou. Para Francisco Carvalho, a questão da transparência implica uma relação clara, de tratamento igual e respeito institucional com os municípios. “Esta é também uma questão de transparência que não se resume à publicação de documentos ou à divulgação de números. Implica reconhecer os problemas, explicar as decisões, prestar contas da utilização dos recursos públicos, fortalecer as instituições de fiscalização e respeitar o papel desta Assembleia no escrutínio da ação governativa”, defendeu.
