Paulínia confirma 1ª caso de febre maculosa em 2026
O carrapato-estrela — também conhecido cientificamente como Amblyomma — pode carregar uma das doenças mais letais do país: a febre maculosa Adobe Stock Paulínia (SP) confirmou, nesta terça-feira (27), o primeiro caso de febre maculosa na cidade em 2026. O paciente é um homem de 68 anos que está curado, segundo a prefeitura. Ainda de acordo com o órgão, o paciente pode ter sido infectado em uma área de córrego às margens da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), no bairro Jardim Boa Esperança. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A confirmação da doença ocorreu após uma contraprova feita pelo Instituto Adolfo Lutz. O resultado saiu na última semana. O município já fez a investigação epidemiológica do caso. Agora, as equipes farão uma busca no local para confirmar a presença do carrapato transmissor. Se necessário, a área será sinalizada. A prefeitura alerta que, se a pessoa apresentar febre ou outros sintomas após frequentar áreas verdes ou ser picada, deve procurar a unidade de saúde mais próxima. É importante informar o médico sobre o possível contato com o carrapato. O que é a febre maculosa Febre maculosa: entenda o que é e quais os sintomas da doença A febre maculosa é uma doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. A região de Campinas tem alto risco de transmissão, sendo considerada área endêmica. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas que tenham frequentado áreas de mata, margens de rios, parques, pesqueiros ou locais com presença de capivaras fiquem atentas ao surgimento de sintomas nos 14 dias seguintes à exposição. Além da febre, os principais sintomas são: dor de cabeça; dor intensa no corpo; mal-estar; náuseas; vômitos. O período de incubação varia de dois a 14 dias entre a picada do carrapato e o surgimento dos sintomas. Como prevenir O carrapato-estrela é encontrado principalmente em gramados, áreas de mata e regiões próximas a rios, lagos e lagoas. Entre as medidas recomendadas estão: evitar caminhar, sentar ou deitar na grama e em locais com acúmulo de folhas; não se aproximar de rios, lagos e animais silvestres presentes nessas áreas; dar preferência a áreas pavimentadas para lazer e atividades físicas; usar roupas claras e que cubram o corpo; inspecionar o corpo e as roupas após passar por áreas de risco; retirar carrapatos da pele com cuidado, usando pinça e sem esmagá-los; tomar banho e observar o corpo após visitas a áreas verdes; procurar atendimento médico se surgirem sintomas até 14 dias após a exposição. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
