Polícia Civil instaura investigação sobre caso de mais de 100 pessoas que deixaram casa de acolhida, na PB
Pacientes de clínica para dependentes químicos são deixados em granja em Santa Rita (PB) A Polícia Civil da Paraíba confirmou que instaurou um procedimento de investigação sobre o caso em que mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, e parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230, na Paraíba. A informação foi dada ao g1 nesta segunda-feira (26). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O delegado responsável, Márcio Pereira, disse que a corporação está em diligências sobre o caso, mas que a investigação segue em segredo de justiça e, por isso, novas informações não seriam divulgadas. Em paralelo, outro órgão que está acompanhando o caso é o Ministério Público da Paraíba (MPPB) órgão disse que as pessoas abrigadas no local foram encaminhadas para os lugares de origem, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe. O MP disse ainda que o promotor de Justiça Francisco Lianza se reuniu, nesta sexta-feira(23), com a secretaria de Assistência Social e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Rita. A nota afirma que a promotoria aguarda o relatório que está sendo feito pela secretaria de Assistência Social de Santa Rita para definir os próximos passos do Ministério Público na apuração do caso. Mãe relata ida à Paraíba para buscar filho no local A mãe de uma das pessoas acolhidas em instituição de reabilitação viajou cerca de 10 horas para encontrar o filho, que integra parte do grupo de internos que deixou granja em Santa Rita, na Grande João Pessoa, e passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. À TV Cabo Branco, mulher relatou que não foi informada pelos responsáveis e que encontrou filho em situação precária. A mulher que trabalha como lavradora no município de Itabaiana, em Sergipe, relatou à TV Cabo Branco que enviava R$ 1500 reais por mês para manter o filho na casa de acolhimento. Além disso, ela também enviava itens pessoais, como roupas e chinelo. "Mas ele está aqui numa situação precária descalço, sofrendo com fome e com sede", disse. A mãe do interno disse ainda, que foi avisada pela mãe de outra pessoa acolhida para que ela visse buscar o filho. "A instituição não entrou em contato com a nossa família. Nem comigo nem com ninguém para avisar que eles tinham fugido. Eu não sei o que aconteceu", relata. Segundo a mulher, a instituição fazia uma chamada de vídeo entre internos e familiares a cada 15 dias. Nesta semana, ela estranhou não ter notícia e entrou em contato com os responsáveis pelo lugar. "Ele falou que eles iam adiar a chamada vídeo para semana que vem porque os acolhidos iriam entrar em um retiro espiritual e a internet estava ruim", disse. PM diz que pessoas deixaram casa de acolhida em Santa Rita por condições precárias Zuila David / TV Cabo Branco PM diz que grupo deixou casa de acolhida por condições precárias De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas, que não foram detalhadas. Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las. LEIA TAMBÉM: 'Espantado com o número de pessoas para o ambiente', diz dono de granja usada como casa de acolhida, na Grande João Pessoa Agressão foi registrada no local A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. Segundo a TV Cabo Branco, o episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência. Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído. "Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares", disse. Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco. O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa. Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis. Agora no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
