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'Ninguém previu isso', diz governador do PI e coordenador da campanha de Lula sobre tamanho da vitória no 2º turno

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'Ninguém previu isso', diz governador do PI e coordenador da campanha de Lula sobre resultado do 2º turno O governador reeleito do Piauí e integrante da coordenação da campanha de Lula (PT) no segundo turno, Rafael Fonteles (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) que nem mesmo a equipe do presidente conseguiu prever o tamanho da vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL), com uma vantagem de 4,43 milhões de votos. Em entrevista ao Estúdio i, Fonteles disse que os técnicos da campanha já projetavam uma virada de Lula, mas que os cálculos não chegaram aos 51,8% dos votos válidos obtidos pelo petista. “Ninguém previu isso. Ninguém, ninguém previu isso. Quem mais se aproximou foram os nossos próprios técnicos, que a gente apelidou aqui de Data Rafael, foram os que mais se aproximaram, mas nem nós conseguimos chegar ao valor de 51,8% dos votos válidos”, afirmou. Fonteles atribuiu parte do desempenho de Lula no segundo turno à maior presença do presidente nas redes sociais e à mobilização de apoiadores nas ruas. “Ele passou a usar mais enfaticamente, mais frequentemente as redes sociais e também as ruas se levantaram mais, os jovens, a população em geral. E uma coisa alimenta a outra. As redes sociais alimentam as ruas, as ruas alimentam as redes”, afirmou. O governador também destacou a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) na campanha digital do presidente, especialmente por meio do canal "Exército do Lula". “E esse exército que ele montou, que é o exército do Lula, ele reconhece que a força do exército é do próprio presidente Lula, mas ele foi um canal que possibilitou essa engrenagem crescer mais rapidamente”, afirmou. Para Fonteles, a estratégia de comunicação adotada durante a eleição também deve ser aproveitada no próximo mandato. “Então, se isso foi importante para a eleição, isso tem que ser importante também para o governo”, disse. Reação do mercado financeiro Questionado sobre a reação negativa do mercado financeiro ao resultado da eleição, Fonteles afirmou que os investidores trabalhavam com a expectativa de uma vitória de Flávio Bolsonaro, com base nas pesquisas eleitorais. Segundo ele, a diferença entre o resultado esperado e o registrado nas urnas ajuda a explicar a movimentação dos mercados nesta segunda-feira. “Eu vejo com muita naturalidade esse movimento intenso nos mercados hoje, porque os mercados estavam precificando um resultado eleitoral, dado que praticamente todas as pesquisas, tirando o Instituto Vox, davam a vitória para o outro candidato”, afirmou. Possível Ministério da Fazenda Fonteles também negou ter discutido com Lula a possibilidade de assumir um cargo no novo governo, como o Ministério da Fazenda. Questionado sobre as especulações em torno de seu nome, afirmou que não tratou do assunto com o presidente nem antes nem depois da eleição. “Eu nunca tratei com o presidente da República sobre qualquer cargo, um eventual mandato dele, isso antes da eleição ou depois da eleição”, disse. O governador afirmou que pretende permanecer no Piauí, onde foi reeleito, e que espera ser diplomado pela Justiça Eleitoral para iniciar o novo mandato. “Eu ainda espero ser diplomado muito em breve pela Justiça Eleitoral do meu Estado, como governador reeleito, tomar posse para cuidar do povo do Piauí”, afirmou. Fonteles ressaltou que continuará contribuindo com o governo Lula, mas descartou, neste momento, a possibilidade de assumir um ministério. Rafael Fonteles (PT) Aric Lages/g1

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