Angola anuncia ligação aérea com capital de Cabo Verde a partir de 12 de Dezembro
“A nossa prioridade sempre foi ligar Luanda à Praia e a verdade é que vamos encontrando desafios de viabilidade dessa linha”, referiu, mas dizendo logo a seguir que a rota vai avançar. “Neste momento está a iniciar-se o processo de comercialização e a 12 de dezembro deste ano Luanda estará ligada à Praia”, disse, acompanhado por aplausos na sala, durante um painel dedicado a corredores logísticos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O governante assinalou que “o custo de investimento numa rota existe”. “É conveniente para todos, mas não pode ser só um a investir, temos de partilhar esse custo” de testar ligações. Ricardo Viegas d’Abreu referiu que, “depois de Portugal, Angola é o país lusófono com mais ligações” aéreas entre os PALOP. “Nós estamos a fazer a nossa parte e gostávamos que houvesse um mecanismo que nos permitisse partilhar o custo de experimentarmos rotas”, disse, acrescentando, por exemplo, que ainda faltam ligações de Angola para Bissau e Guiné Equatorial. O ministro traçou um paralelo com o setor marítimo. “Nos portos é a mesma coisa. Nós vamos assistindo à Associação de Portos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a fazer um esforço de diálogo”, mas “é preciso haver um mecanismo mais eficaz”, para não se acabar “só por ficar na conversa”. O governante angolano defendeu que o Grupo Banco Mundial e a pela Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla em inglês) devem apoiar a criação de “uma plataforma de diálogo, investimento e promoção de iniciativas, fundamental para colocar em marcha” ideias e projetos abordados no fórum. O Fórum de Investimento da África Lusófona que decorre hoje e na terça-feira na ilha do Sal é promovido pela IFC, membro do Grupo Banco Mundial dedicado ao setor privado. O encontro pretende “aproximar oportunidades de investimento e capital, promover novas parcerias empresariais e reforçar as ligações económicas” entre os PALOP e investidores internacionais, segundo a organização. O fórum decorre sob o tema “Investir na África Lusófona: Potenciar corredores, desenvolver o agronegócio e impulsionar um turismo sustentável”. Segundo números atualizados da IFC, nos últimos cinco anos a instituição mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) em 10 projetos nos países africanos de língua portuguesa.
